Cidadania e Justiça
Into realiza nova ação do projeto Suporte
Mutirão de saúde
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) realizou esta semana a centésima ação do projeto Suporte, que beneficiou 13 pacientes, a maioria crianças, com paralisia obstétrica do plexo braquial devido a lesões ocorridas no parto. O mutirão foi realizado durante três dias no Estado do Amazonas, na Fundação Hospitalar Adriano Jorge, em Manaus (AM).
O plexo braquial é um conjunto de nervos da região do pescoço, clavícula e axila, que se origina de raízes da medula espinhal e inerva toda a musculatura do membro superior, responsável pelo movimento e sensibilidade do ombro, braço, antebraço e mão. Segundo especialistas, essa cirurgia deve ser realizada em até seis meses após a detecção da lesão ocorrida no parto, para que o movimento seja totalmente restabelecido.
“O paciente pode não conseguir a recuperação total do membro afetado, mas algum movimento a criança terá de volta após essa cirurgia. Não se pode pensar que não há tratamento e que somente com a fisioterapia vai resolver”, alerta o cirurgião plástico Pedro Bijos, chefe do Centro de Microcirurgia Reconstrutiva do Into.
Estratégia
Com dez anos de funcionamento e 100 ações realizadas em 25 estados, o projeto Suporte consiste em levar profissionais especializados para promover cirurgias em locais com baixa oferta de serviços na área de traumatologia e ortopedia, em parceria com as Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios. "Quando o paciente é operado perto da família, a recuperação é melhor”, afirma o coordenador do projeto, José Luís Ramalho. Mais de duas mil cirurgias já foram realizadas beneficiando milhares de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) .
A equipe é composta por 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, envolvidos diretamente na ação que tem duração de uma semana. Na parceria, as Secretarias de Saúde disponibilizam a estrutura hospitalar e o Into fornece todo o material para as cirurgias, como insumos, implantes e próteses. O tratamento e a recuperação dos pacientes são acompanhados por médicos da região.
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