Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2014 > 03 > Campanha orienta sobre tratamentos para incontinência urinária

Saúde

Campanha orienta sobre tratamentos para incontinência urinária

Informação

Cidades terão um médico urologista que divulgará publicações explicando às pessoas o que é a doença e as modalidades de tratamento
por Portal Brasil publicado: 14/03/2014 16h31 última modificação: 30/07/2014 03h22

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)  aproveita o Dia Mundial da Incontinência Urinária, comemorado nesta sexta-feira (14), para divulgar a campanha "Segura Aí", que visa conscientizar a população sobre esse problema que afeta homens e mulheres de todas as idades. A campanha educativa começa no próximo dia 26, nas ruas e em unidades hospitalares de várias localidades do País.

“A ideia é fazer atividades de divulgação em locais de ampla movimentação de pessoas. Em Porto Alegre, foi escolhida a Esquina Democrática, no centro da cidade, próximo ao Mercado Público. Além disso, vão ser abordadas algumas instituições hospitalares”, informou. Na capital gaúcha, por exemplo, Averbeck citou o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, que atende grande número de mulheres com queixa de incontinência urinária.

Em cada uma das cidades que sediarão a campanha, um médico urologista, membro da SBU, acompanhado por uma equipe, divulgará publicações que explicarão às pessoas o que é a incontinência urinária e as modalidades de tratamento existentes.

“Infelizmente, a gente sabe que muitas pessoas acabam não procurando ajuda, tendo esse problema de incontinência urinária”. Segundo Averbeck, a prática médica mostra que quando as pessoas procuram ajuda, em geral elas se encontram em uma etapa que a perda involuntária de urina está mais severa e as chances de tratamento com cura não são as melhores. O constrangimento ou a vergonha de falar do assunto com outras pessoas é um dos fatores que levam quem sofre desse problema a não buscar ajuda médica e, muitas vezes, a se afastar do convívio social.

Outro fator identificado pela prática clínica é o fato de as pessoas acreditarem que a incontinência urinária é algo que acontece, de forma normal, com o envelhecimento, “o que não é verdade”, acentuou Márcio Averbeck. Ele deixou claro que “em qualquer etapa da vida, a incontinência urinária atrapalha muito a qualidade de vida das pessoas”. Acrescentou que, muitas vezes, o problema acaba levando as pessoas que sofrem dessa doença à depressão e até ao suicídio. 

Um estudo europeu demonstrou que idosos que levantam duas ou mais vezes à noite para urinar, ou seja, que podem ter a bexiga hiperativa - uma das causas da incontinência urinária, têm risco aumentado de quedas e fraturas e mortalidade maior do que a população em geral, relatou o médico. “A incontinência urinária gera um prejuízo importante na qualidade de vida do indivíduo”, frisou.

O terceiro fator que leva as pessoas a não procurarem  auxílio médico é o desconhecimento sobre as modalidades de tratamento. Hoje, com a evolução técnica, Averbeck assegurou que as cirurgias, quando necessárias, são minimamente invasivas. Existem três tipos de incontinência urinária.

Uma delas é a incontinência por esforço, que ocorre quando a pessoa tosse, espirra, levanta peso ou ri. A incontinência urinária de urgência é um sinônimo de bexiga hiperativa  e ocorre quando há uma súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro. Um terceiro tipo de perda involuntária de urina mistura esses dois sintomas.

Além desses tipos, existe a incontinência por transbordamento, que afeta com mais frequência homens que têm aumento da próstata e apresentam dificuldade de esvaziar a bexiga. Em consequência dessa dificuldade, a bexiga começa a transbordar e ocorre um gotejamento contínuo de urina. Esse tipo de incontinência é muito perigoso, disse o urologista, porque pode indicar insuficiência renal aguda.

Averbeck lembrou que, a partir de janeiro deste ano, as pessoas que sofrem de incontinência urinária contam com dois novos procedimentos para o tratamento, incluídos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para 2014. Um deles é o implante do esfíncter urinário artificial em homens que sofrem de incontinência urinária, após a remoção cirúrgica da próstata. “A gente estima que entre 5% e 10% dos homens que fazem a cirurgia radical da próstata vão apresentar incontinência urinária persistente, com necessidade de tratamento. A gente sabe que esse esfíncter urinário artificial beneficia esses homens”. O médico lembra que, no Brasil, o câncer mais frequente nos homens é o da próstata.

Outro tratamento que entrou no rol da ANS é o implante de um marca-passo da bexiga, chamado tecnicamente de neuromodulação sacral. Ele consiste na estimulação elétrica do nervo da pelve para melhorar o sintoma de urgência em pacientes que têm incontinência urinária de urgência. Cerca de 18% da população brasileira apresentam sintomas de bexiga hiperativa. No Rio Grande do Sul, que tem uma população de 10 milhões de pessoas, são 2 milhões de pessoas que sofrem os sintomas da bexiga hiperativa. O implante do marca-passo é importante para os pacientes que não respondem aos tratamentos mais conservadores, apontou.

O urologista da SBU disse ainda que menos de um terço dos brasileiros que sofrem de incontinência urinária procura ajuda médica e, dentre os que procuram auxílio clínico, 70% relatam que o tratamento feito não foi suficiente para resolver o problema. “Isso significa dizer que hoje as pessoas não conhecem e não desfrutam de todas as modalidades de tratamento que a gente tem para oferecer no armamentário para essas condições”.

Por meio da divulgação do problema, a SBU quer melhorar as condições de saúde da população brasileira. Averbeck informou que os sintomas de bexiga hiperativa são mais comuns e mais frequentes  na população do Brasil do que a asma e o diabetes, que são doenças crônicas e bastante conhecidas. “A bexiga hiperativa é tão prevalente e tão frequente, ou até mais, que o diabetes”, disse.

A campanha "Segura Aí", de esclarecimento da incontinência urinária, é realizada pela SBU em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

Fonte: 
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Porque gestantes devem tomar a vacina da gripe
A médica Silândia Amaral Freitas explica porque as gestantes não devem deixar de tomar a dose da vacina
Fórum Global Alusivo ao Dia Mundial de Doação de Leite
Governo lança conteúdo em espanhol para profissionais de saúde sobre o amamentação de bebês nascidos com microcefalia
Governo e Cartoon Network convocam crianças a combater o Aedes
Crianças são convocadas, como super-heróis, para combater o mosquito responsável por transmitir dengue, chikungunya e zika
A médica Silândia Amaral Freitas explica porque as gestantes não devem deixar de tomar a dose da vacina
Porque gestantes devem tomar a vacina da gripe
Governo lança conteúdo em espanhol para profissionais de saúde sobre o amamentação de bebês nascidos com microcefalia
Fórum Global Alusivo ao Dia Mundial de Doação de Leite
Crianças são convocadas, como super-heróis, para combater o mosquito responsável por transmitir dengue, chikungunya e zika
Governo e Cartoon Network convocam crianças a combater o Aedes

Últimas imagens

A ação é também preventiva para os jogos olímpicos e paralímpicos, que acontecerão no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Manaus
A ação é também preventiva para os jogos olímpicos e paralímpicos, que acontecerão no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Manaus
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Todos os exames de diagnósticos da rede pública de saúde devem ser aprovados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS)
Todos os exames de diagnósticos da rede pública de saúde devem ser aprovados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS)
Foto: Sayonara Moreno/Agência Brasil
O Ministério da Saúde habilitou a Santa Casa em atendimento oncológico no último dia 13 de abril
O Ministério da Saúde habilitou a Santa Casa em atendimento oncológico no último dia 13 de abril
Foto: Mateus Pereira/Agência Brasil
A previsão do governo é de que o protocolo clínico seja publicado em até 180 dias
A previsão do governo é de que o protocolo clínico seja publicado em até 180 dias
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Governo digital