Saúde
"Queremos que haja uma oferta de médicos brasileiros formados aqui", afirma Dilma
Mais Médicos
A presidenta Dilma Rousseff voltou a falar do Programa Mais Médicos nesta quinta-feira (20), durante visita às cidades de Belém e Marabá, no Pará. Em Belém, ela disse que insistiu na criação do programa, mesmo tendo sido aconselhada do contrário. “Bom, eu sabia que ia dar muita crítica, mas eu tinha certeza que o povo brasileiro, quando esse programa começasse, ia saber que estávamos no caminho certo”, afirmou a presidenta.
Ela defendeu que não há como ofertar atendimento em saúde à população se não há médicos nos postos de saúde e que, se não há profissionais atendendo a população na atenção básica, corre-se o risco de superlotação dos serviços de emergência. Ela lembrou ainda que a falta de médicos era um dos principais obstáculos para a ampliação da cobertura da atenção básica. “Aqui, por exemplo, tem 524 postos de saúde aprovados para serem construídos”, afirmou.
Para a presidenta, o Mais Médicos é um programa que melhora a vida dos mais pobres, mas não só dos mais pobres e de populações vulneráveis, como indígenas e quilombolas. “Em muitas cidades, como São Paulo, melhora a vida também daqueles que vivem nas periferias, que são de classe média e que também não têm acesso a posto de saúde. Daí por que esse é um programa que beneficia uma parte importante da população brasileira”, acrescentou.
Em Marabá, a presidenta destacou o caráter acadêmico do Mais Médicos, que prevê a criação de mais vagas em cursos de medicina e em residências médicas, principalmente em locais onde não existe a oferta desta formação. “Queremos que haja uma oferta de médicos brasileiros formados aqui, adequada. Mas também reconhecemos que o povo não pode esperar. Eu não posso esperar que se forme um médico para atender a população. Se eu pudesse fazer isso, eu seria uma presidenta completamente inepta”, explicou, para justificar a contratação também de médicos estrangeiros para atuar no Brasil pelo programa.
Mais Médicos
Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.
Os profissionais do programa recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.
Fonte:
Portal Brasil
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