Saúde
Força Nacional do SUS visita áreas isoladas em RO
ENCHENTES
Integrantes da Força Nacional do SUS (FN-SUS), do Ministério da Saúde, estarão nesta quinta-feira (27) nos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, que permanecem isolados devido à cheia do Rio Madeira. Os profissionais irão auxiliar no diagnóstico da situação, na elaboração de estratégias para melhorar a assistência às vítimas e na garantia de atendimentos emergenciais. Desde terça-feira (25), três equipes da FN-SUS estão em Rondônia para intensificar as ações de auxilio às vitimas e desabrigados.
As equipes da Força Nacional do SUS são compostas por um coordenador, dois médicos, quatro enfermeiros e três técnicos de enfermagem, todos especializados em emergência e urgência. Para atender às vítimas das enchentes de Rondônia, o Ministério da Saúde, por meio da Força Nacional do SUS, enviou ao estado - desde o início das chuvas - 6,25 toneladas de medicamentos e insumos divididos em 25 kits, capazes de atender 37,5 mil pessoas em um mês.
O estado também recebeu do Ministério da Saúde, 750 mil frascos de hipoclorito (utilizado na purificação de água), 1.090 ampolas de soro para ser usados em acidentes com animais peçonhentos e 193 kits de diagnóstico para leptospirose.
As enchentes atingem os municípios de Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Pimenta Bueno, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Porto Velho, região do Médio e Baixo Madeira e Distritos do Eixo BR-364. O número total de vítimas chega a 11.275, entre desabrigados e desalojados. Cada kit encaminhado é composto por 48 itens, sendo 30 medicamentos e 18 itens de insumo, com capacidade para atender 1, 5 mil pessoas/mês.
O Ministério da Saúde também está prestando auxílio ao estado, por meio da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), com apoio técnico no tratamento de água ao consumo humano e envio de 200 kits do Instituto Evandro Chagas para análise de coliforme. Profissionais do Núcleo de Educação da FUNASA integram o Comitê Estadual de Desastres.
Atuação também no Acre, Amazonas e Pará
A FN-SUS também está monitorando e auxiliando o Estado do Acre, Amazonas e Pará, que também estão sendo afetados por enchentes. No último dia 13, duas esquipes de assistência, acompanhadas de um coordenador, chegaram ao estado para auxiliar nas ações de assistência. Uma equipe foi enviada para Brasiléia e outra foi designada para Rio Branco. O Acre recebeu 30 mil frascos de hipoclorito e outros 80 mil deverão ser enviados ainda esta semana. Também foram enviados para o Acre 200 ampolas de soro para acidentes com animais peçonhentos e 672 kits de diagnóstico para leptospirose.
Os estado do Pará e Amazonas também estão recebendo reforço da Força Nacional do SUS. Para o Amazonas, foram enviados 375 mil frascos de hipoclorito, 960 kits de diagnóstico para leptospirose e 288 kits de diagnóstico para hepatite A. O Pará recebeu três kits de medicamentos e insumos capazes de atender 4.500 pessoas por um mês. Também foram enviados 888.685 mil frascos de hipoclorito, 576 kits de diagnóstico para leptospirose e 96 kits de diagnóstico para hepatite A.
A Força Nacional do SUS
Criada em novembro de 2011 para agir no atendimento às vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico, a Força Nacional do SUS conta, atualmente, com 12.869 voluntários, sendo que 1.470 já foram capacitados para atuar em situações de desastres, desassistência, surtos epidêmicos, tragédias e apoio à gestão. Os profissionais também são treinados para participar da organização da Rede Hospitalar e de Urgência e na construção dos Planos de Contingência das 12 cidades-sede da Copa do Mundo Fifa 2014.
A Força Nacional possui 30 equipes assistenciais por semana epidemiológica para resposta às emergências em saúde pública e apoio à gestão em eventos de massa, dispondo de seis módulos para montagem de hospitais de campanha e seus acessórios (ar condicionado, gerador elétrico, pias e seis telefones satélites). Desde sua criação, a FN-SUS participou de 21 missões, sendo oito de desastres naturais, sete de apoio à gestão local nas diversas situações, quatro de desassistência e duas relacionadas às tragédias.
Fonte: Ministério da Saúde
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