Saúde
Mauá (SP) atinge cobertura de 76% da população
Saúde da Família
O município de Mauá (SP), cidade da região metropolitana da Grande São Paulo, atingiu a taxa de 76,25% da população coberta pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) com o 4º ciclo do programa Mais Médicos. Para um município metropolitano com cerca de 440 mil habitantes, essa é considerada uma taxa alta de cobertura. A cidade recebeu ao todo 46 profissionais do Mais Médicos que, ao se juntarem aos já existentes, formaram 85 Equipes de Saúde da Família.
“Se antes tínhamos 15.600 consultas por mês na estratégia de saúde da família, agora chegaremos a um total de 34 mil. Se antes tínhamos, em média, 1.200 visitas domiciliares por mês, agora será possível alcançar 2.600 visitas domiciliares das Equipes de Saúde da Família por mês”, calcula a coordenadora da Atenção Básica do município, Iacy Millone.
A gestora da Atenção Básica comemora o alcance que a ESF teve na cidade. “Isso faz uma diferença muito grande porque eles fazem o pré-natal, o pós-parto, acompanham os doentes crônicos”, comenta Iacy Millone. A coordenadora ainda afirma que esse aumento permitirá que daqui a um ano se tenha menos diabéticos e hipertensos internados e mais crianças deixando de morrer precocemente.
Um dos bairros de Mauá (SP) que recebeu profissionais do Mais Médicos foi o Jardim Zaíra. Na periferia da cidade, o bairro tem aproximadamente 40 mil habitantes e fica em local de difícil acesso, com morros e muitas vielas. Com quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS), o bairro recebeu 13 profissionais.
Vanessa Bizerra, gerente da UBS Zaíra III, que recebeu três médicos do programa, conta que a população já sente a melhora no atendimento. Se antes demorava de 4 a 5 meses para marcar uma consulta agora à espera foi reduzida para um mês. Como antes do programa a UBS só tinha um médico, alguns serviços ficavam prejudicados, como o atendimento domiciliar e as buscas ativas.
“Fazíamos visitas aos acamados - que não podem vir até o posto de saúde - e também algumas buscas ativas de vigilância. Hoje a gente faz visitas a gestantes, hipertensos, puerperais, crianças, além dos acamados”, explica Vanessa.
A psicóloga e moradora do bairro Giselle Silva Barboza, 32 anos, aprovou o atendimento e a qualidade dos médicos. Mesmo com plano privado de saúde, Giselle continua indo à UBS. “Dos médicos eu só tenho o que elogiar. Eu tenho convênio, mas ainda continuo utilizando o serviço por causa da atenção deles durante o atendimento”, confirma a moradora, que leva a filha de seis meses para fazer o acompanhamento pós-parto e tomar as vacinas.
“O médico sempre pega a caderneta de vacinação para confirmar se ela tomou as vacinas, fala sobre a alimentação. Também faz teste pra ver o reflexo dela e é muito atencioso. Eles se mostram bem interessados e não atendem os pacientes às pressas”, relata Giselle Barboza. Ela se consultou, ao todo, cinco vezes após o nascimento da filha.
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