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Saúde

Consultas mais que dobram em cidades gaúchas

Mais Médicos

Ministério da Saúde apresentou impactos do programa na assistência à população em seminário com gestores do Rio Grande do Sul
por Portal Brasil publicado: 03/06/2014 18h12 última modificação: 30/07/2014 03h19

Em menos de um ano, o Programa Mais Médicos já impacta na assistência à população das cidades do Rio Grande do Sul. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde nos locais que participam do programa aponta crescimento de 183,4% no número de consultas realizadas nas unidades básicas de saúde. Em janeiro de 2014, foram contabilizadas 489.204 consultas no estado contra 172.624 no mesmo período do ano anterior, quando à população ainda não contava com o reforço dos profissionais do Mais Médicos.

O Coordenador Nacional do Programa Mais Médicos, Felipe Proenço, enfatizou o sucesso do programa no estado e no restante do país. “Claramente aumentou a resolutividade da Atenção Básica. São 20% de encaminhamentos a menos para os hospitais. Ou seja, aquele cidadão que tinha dificuldade ao procurar a unidade de saúde, agora, além de passar a contar com uma unidade de saúde com todo ambiente necessário para um bom atendimento ao cidadão, ele também passa a contar com o profissional médico e isso tem gerado resultados expressivos no estado”, avaliou.

Por meio do Programa, o estado do Rio Grande do Sul ampliou em 1.081 o número de médicos atuando na atenção básica de 369 cidades e distritos indígenas. O Ministério da Saúde atendeu 100% da demanda por médicos apontada pelas cidades e superou a meta inicialmente estabelecida.  Atualmente, o Mais Médicos garante assistência médica nas unidades básicas de saúde para 3,7 milhões de gaúchos.

Os impactos do Programa no estado foram apresentados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (30), durante o Seminário Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros, realizado em Pelotas (RS). O evento reuniu prefeitos e secretários de saúde de 57 cidades próximas a Pelotas. Além do componente emergencial do Programa, o coordenador Felipe Proenço ressaltou o crescimento da oferta de bolsas para formação em medicina no País.

“Regiões que não contavam com a possibilidade de formar especialistas passam a ofertar vagas e aumentar a possibilidade de o médico se fixar no local. Só para a residência médica no Rio Grande do Sul são quase 300 bolsas disponíveis no último ano”, ressaltou.

Esse é um dos vários seminários a serem realizados pelo governo federal em todo país para debater com gestores públicos os primeiros impactos do Mais Médicos na assistência da população que vive nas cidades beneficiadas pela iniciativa. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em mais de duas mil cidades que contam com pelo menos um médico do Programa servirão de base para essa discussão. São dados dos sistemas de acompanhamento da atenção básica (Siab e eSUS), alimentados pelas secretarias de saúde de todo o país.

Mais Assistência

No estado do Rio Grande do Sul, além do crescimento de 183% no número de consultas, observou-se aumento de 359%, na quantidade de atendimentos por demanda imediata (passaram de 53.862 para 247.536, no mesmo período), de 288% no atendimento em saúde mental (37.992 para 147.614), de 30% no atendimento de Pré-Natal (10.088 para 13.101). Também foi registrado crescimento de 23,2% no atendimento a pacientes com diabetes, que passou de 15.585 atendimentos em janeiro de 2013, para 19.195 em janeiro deste ano e 19% no atendimento a usuários de álcool (de 678 para 808).

Em todo o país, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% no mesmo período – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 contra 4.428.112 em janeiro de 2013. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45% - passou de 587.535, em janeiro de 2013, para 849.751 em janeiro de 2014. Os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram em 5% no mesmo período, e as consultas de pré-natal, em 11%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, passando de 20.170 para 15.969.

O governo federal já superou a meta de levar médicos para cidades de todo o País que aderiram ao Programa Mais Médicos. Atualmente mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Mais Médicos

Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, as cidades ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.

Fonte:

Ministério da Saúde

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