Saúde
Seminário debate Política de Educação Popular em Saúde
Ação
O Ministério da Saúde realiza - pela primeira vez - o Seminário Nacional de Educação Popular em Saúde. Com início nessa quinta-feira (22), o evento segue até o dia 24 de maio, em Brasília (DF). O Seminário é um espaço de debates, trocas de experiências e reflexões sobre a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEP-SUS) recentemente pactuada no Sistema Único de Saúde (SUS). Participam do seminário movimentos populares, educadores, técnicos do Ministério, gestores e trabalhadores da saúde.
A PNEP-SUS foi institucionalizada no final do ano passado através de uma portaria do Ministério da Saúde que define as diretrizes e estratégias a serem desenvolvidas no âmbito do SUS pelas gestões estaduais, municipais e federal. “É uma política que vem ao encontro da gestão com o desafio de pensar a educação popular em saúde no campo da formação, gestão e do cuidado”, resume Kátia Souto, diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP).
O seminário foi pensando, segundo Kátia, como um espaço de debates e trocas de experiências a respeito da recém-lançada Política Nacional de Educação Popular em Saúde. “É preciso dialogar com os diferentes saberes. Por isso, o Seminário tem o desafio de trazer diferentes atores para esse diálogo”, explica a diretora. Para o Ministério da Saúde, a Educação Popular em Saúde é um importante referencial para os processos de democratização do SUS.
Entre as organizações sociais que ajudaram a construir a PNEP-SUS e participam do seminário, está a Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde (ANEPS). Segundo a representante da ANEPS, Simone Leite, a entidade tem como proposta principal a implantação da PNEP de forma descentralizada, participativa e que fortaleça o SUS.
Simone acredita que o seminário tem grande importância ao reunir gente do Brasil inteiro e vários segmentos da sociedade com um objetivo comum. “É um momento de encontro muito rico e, com certeza, vão sair linhas gerais de como avançar na educação popular do país, sendo uma referência para o mundo. Mesmo com todas as diferenças dos participantes do seminário, a educação popular aglutina. É uma diversidade que vai contribuir para o sucesso do evento”, finaliza.
O seminário conta também com Grupos de Trabalhos (GTs) separados por região e por eixo da PNEP-SUS para propor uma agenda política. “Vai sair uma agenda política com compromissos para implementação dessas estratégias nos estados e municípios. Nossa ideia agora é organizar seminários regionais a partir dessa agenda”, ressalta Kátia Souto, diretora do DAGEP.
Fonte:
Blog da Saúde
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