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Consultas na atenção básica do Acre crescem 10 vezes

Mais Médicos

Em menos de um ano, a iniciativa ampliou em 160 o número de médicos no estado, beneficiando 552 mil de pessoas
por Portal Brasil publicado: 09/06/2014 18h04 última modificação: 30/07/2014 03h18

Em menos de um ano, o Programa Mais Médicos já impacta na assistência à população dos municípios do Acre. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em cidades acreanas que participam do programa aponta ampliação de 969,2% do número de atendimentos de urgência. Em janeiro de 2014, foram contabilizadas 417 atendimentos no estado contra 39 no mesmo período do ano anterior, quando a população ainda não contava com o reforço dos profissionais do Mais Médicos.

Por meio do programa, o estado do Acre ampliou em 160 o número de médicos atuando na atenção básica de 22 municípios e distritos indígenas. O Ministério da Saúde atendeu 100% da demanda por médicos apontada pelos municípios e superou a meta inicialmente estabelecida.  Atualmente, o Mais Médicos garante assistência médica nas unidades básicas de saúde para 552 mil acreanos.

Os impactos do Programa no estado foram apresentados pelo secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, André Bonifácio, durante o Seminário Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros, realizado em Rio Branco (AC) na última sexta-feira (6). O evento reuniu prefeitos e secretários de saúde de municípios do estado que aderiram ao programa. “Ampliando o processo da organização da atenção básica, promovemos o processo de organização da média complexidade e de uma organização de serviço. Também estamos integrando um processo de atenção à saúde com ensino. Porque a universidade entra como supervisão, na tutoria dos profissionais e isso é muito bom para formação acadêmica”, relatou André Bonifácio.

Esse é um dos vários seminários a serem realizados pelo governo federal em todo País para debater com gestores públicos os primeiros impactos do Mais Médicos na assistência da população que vive nas cidades beneficiadas pela iniciativa. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em mais de 2 mil municípios que contam com pelo menos um médico do Programa servirão de base para essa discussão. São dados dos sistemas de acompanhamento da atenção básica (Siab e eSUS), alimentados pelas secretarias de saúde de todo o País.

Mais assistência

No Acre, além da ampliação do número de atendimentos de urgência de 969,2,7%, observou-se aumento de 19,1% do número total de consultas (passaram de 18.386 para 21.896, no mesmo período), de 16,9% no atendimento em saúde mental (89 para 104). Também foi registrado crescimento de 64,8% na quantidade de consultas agendadas, que passou de 3.209 em janeiro de 2013, para 5.287 em janeiro deste ano, e de cuidado continuado de 13,5% (1.862 para 2.114).  “Ampliamos consideravelmente o conjunto de atendimentos porque a população, ao invés de estar indo para a porta de um hospital, está sendo atendida em uma unidade básica e fazendo pequenos procedimentos. Isso desafoga as urgências e melhora o atendimento do cidadão que não precisa caminhar tanto para resolver um pequeno problema”, afirmou o Secretário André Bonifácio.

Em todo o País, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% no mesmo período – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 contra 4.428.112 em janeiro de 2013. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45% - passou de 587.535, em janeiro de 2013, para 849.751 em janeiro de 2014. Os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram em 5% no mesmo período, e as consultas de pré-natal, em 11%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, passando de 20.170 para 15.969.

O governo federal já superou a meta de levar médicos para os municípios de todo o País que aderiram ao Programa Mais Médicos. Atualmente mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Fonte: 
Ministério da Saúde

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