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Ministro diz que brasileiros não devem temer vírus ebola

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Brasil recebe atualizações diárias da OMS sobre situação do surto, como de qualquer outra situação emergencial de saúde pública
por Portal Brasil publicado: 08/08/2014 13h41 última modificação: 08/08/2014 16h44

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, concederam entrevista coletiva nesta sexta-feira (8) para falar sobre as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação ao vírus ebola. É considerada improvável uma disseminação do vírus para outros continentes. Chioro foi taxativo em sua declaração, tranquilizando os brasileiros. "Reforçando: não há risco, neste momento, de transmissão do ebola no Brasil. Não há restrição de viagem ou comércio do País, segundo a OMS", disse Chioro.

Não há no Brasil casos confirmados ou suspeitos de febre hemorrágica ebola. O Ministério da Saúde do Brasil recebe atualizações diárias da OMS sobre a situação do surto de ebola, bem como de qualquer outra situação de potencial emergência de saúde pública, que são analisadas quanto ao potencial risco ao País e embasam as medidas para confirmação do diagnóstico e de proteção a serem adotadas. O Ministério dispõe também de laboratório com capacidade para o diagnóstico da doença e identificação do vírus ebola.

"O Brasil está trabalhando integralmente por meio de todas as recomendações da OMS. Estamos preparados para fazer qualquer identificação epidemiológica sobre qualquer caso que possa vir a aparecer", ressalta o ministro.

A OMS aceitou as conclusões da Comissão de Emergência Sanitária, que esteve reunida quarta (6) e quinta-feira (7) desta semana em Genebra, informou a diretora-geral da organização, Margaret Chan. Segundo ela, a comissão foi unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial. Diante de uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma resposta internacional coordenada para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ebola", acrescentou.

Como precaução, o governo ativou o Nível 2 do Centro de Operação de Emergência em Saúde. Nesse nível uma equipe fica em alerta para agir na eventualidade de um caso suspeito da doença. “O Nível 0 é de monitoramento de casos infecciosos no Brasil e no mundo. O Nível 1 é quando estão ocorrendo casos no Brasil que possam exigir a presença de equipes do ministério”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

A epidemia pelo mundo

O vírus já causou pelo menos 932 mortos e infectou mais de 1.700 pessoas desde que surgiu, no início do ano, na Guiné-Conacri, de acordo com a OMS. A Libéria, a Guiné-Conacri e Serra Leoa decretaram estado de emergência. O vírus do ebola é transmitido por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. A febre manifesta-se por meio de hemorragias, vômitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo.

Recomendações

A comissão alertou que os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ebola, além de facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus da febre hemorrágica.

O responsável da OMS para a epidemia, Keiji Fukuda, adjunto de Margaret Chan, disse que a quarentena de pessoas suspeitas de infecção deve ser 30 dias, já que o tempo de incubação é 21 dias. As pessoas que estiveram em contato com os doentes, à exceção do pessoal médico equipado com roupa protetora, não devem ser autorizadas a viajar.

Keiji Fukuda lembrou ainda que as tripulações de voos comerciais, que se desloquem a países afetados, devem receber formação específica e material médico para proteção pessoal e dos passageiros. "Impedir as companhias aéreas de viajar para esses países iria afetar a sua economia", observou Chan.

A comissão recomendou também que todas as pessoas que saiam de países afetados sejam examinadas nos aeroportos, portos e principais postos fronteiriços, mediante um questionário e medição da temperatura, devendo ser impedidos de viajar quaisquer casos suspeitos.

O site do Ministério da Saúde oferece uma página com perguntas e respostas sobre o vírus.

Fonte:
Portal Brasil com informações do Ministério da Saúde e da Agência Brasil 

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