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Saúde

Simulado para caso suspeito de Ebola é realizado em São Paulo

Prevenção

Exercício buscou reforçar a preparação dos profissionais da saúde para um eventual caso suspeito de Ebola no país
por Portal Brasil publicado: 17/09/2014 10h52 última modificação: 13/10/2014 18h34
Tânia Rêgo/Agência Brasil Governo realiza uma simulação colocando em prática as medidas em resposta a um eventual caso suspeito de Ebola

Governo realiza uma simulação colocando em prática as medidas em resposta a um eventual caso suspeito de Ebola

Um novo simulado para treinar as equipes de saúde a um eventual caso suspeito de Ebola em viajante internacional foi realizado, na tarde dessa terça-feira (16), no Aeroporto Internacional de Guarulhos e no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em parceria do Ministério da Saúde com a Secretaria Estadual de São Paulo. Ao todo, 150 pessoas participaram da simulação.

Além do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a ação contou com a participação da Polícia Federal, Infraero, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Instituto de Infectologia Emílio Ribas; Corpo de Bombeiros; Gol Linhas Aéreas e GRU Airport. 

“Embora a chegada ao país de um viajante com a doença seja pouco provável, o exercício serve para conferir se todos os procedimentos transcorrem como o planejado”, observou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Ele explicou que o exercício faz parte do processo de preparação dos planos de emergência e dos protocolos para atendimento a um possível caso suspeito da doença.

Segundo ele, a ação também teve como finalidade a capacitação dos profissionais e órgãos envolvidos, simulando a circunstância de ocorrência de um caso suspeito.

O exercício, que já foi realizado na cidade do Rio de Janeiro no final de agosto, contempla todos os passos que devem ser adotados, a partir da comunicação do caso suspeito feito pela aeronave ao aeroporto internacional. A ação envolve o transporte do paciente, a triagem das pessoas que tiveram contato com o passageiro e o atendimento no hospital de referência.

Simulação

A ação teve início com a simulação da comunicação por parte de um comandante da aeronave às autoridades sanitárias sobre o caso de um passageiro jornalista, 25 anos, de nacionalidade alemã, que apresentou febre quatro horas depois de ter embarcado em voo para o Brasil.

O profissional, segundo a história da simulação, trabalhou em Serra Leoa, um dos países afetados pelo vírus Ebola, e embarcou, já com o vírus incubado, na companhia da esposa e de dois amigos, em voo de Bahren, no Oriente Médio, para o Brasil.

A partir daí, foi realizada a transferência do avião para uma área remota, isolada do aeroporto, como é feito em uma situação real. Um funcionário do aeroporto, que havia sido preparado para atuar como passageiro com os sintomas da doença, foi retirado pelas equipes do Corpo de Bombeiros, trajando os equipamentos de proteção individual recomendados e com a ambulância envelopada.

Após receber o primeiro atendimento pelos profissionais de saúde, foi feita a remoção do suposto paciente pela unidade do Corpo de Bombeiros - que é preparada para realizar esse transporte sem riscos de contaminação - ao hospital de referência, no caso o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

O suposto paciente recebeu atendimento e foi coletada uma amostra do seu sangue para realização do teste confirmatório. A amostra de sangue foi acondicionada segundo normas de biossegurança internacional.

Em uma situação real, a amostra seria enviada ao Laboratório do Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, no Pará, que é o laboratório de referência para realizar o exame confirmatório de Ebola no país.

Enquanto o suposto paciente era transferido e atendido, os profissionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciaram as entrevistas individuais com cada um dos supostos passageiros e tripulantes para coletar dados, identificar quem teve ou pode ter tido contato com as secreções corporais ou quem apresentava sintomas semelhantes ao do suposto paciente.

 Fonte:

Ministério da Saúde

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