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Saúde

Poliomelite: saiba mais sobre transmissão, sintomas e vacina

Imunização Infantil

Campanha de Mobilização Nacional terá início neste sábado (8), em postos de vacinação em todos os estados e Distrito Federal
por Portal Brasil publicado: 04/11/2014 15h16 última modificação: 04/11/2014 15h16

O Ministério da Saúde inicia, neste sábado (8), a Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo e poliomielite. 

Confira as respostas para as principais dúvidas sobre a poliomielite:

Quais os sinais e sintomas da poliomielite?

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda causada por poliovírus pertencentes ao gênero enterovírus e apresentam três sorotipos (1, 2 e 3), podendo causar paralisia flácida (permanente ou transitória) ou óbito.

Caracteriza-se por quadro de paralisia flácida, de início súbito, sendo que a deficiência motora instala-se subitamente e a evolução desta manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias.

Como é transmitida?

É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada.

Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças, sem estarem vacinadas, em um mesmo local favorecem a transmissão.

Qual o período de incubação?

Geralmente é de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias.

Onde está sendo realizada a vacinação?

Está sendo realizada nos postos (fixos e volantes) de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados por todo o País. Recomendamos buscar o mais próximo de sua residência.

Qual a data da campanha?

A campanha ocorrerá no período de 8 a 28 de novembro, sendo os dias “D” 8 e 22 de novembro.

Quando foi o último caso?

Em março de 1989 foi notificado o último isolamento do poliovírus selvagem no País, no município de Souza/PB.

Quais são os países ainda com casos de pólio?

No cenário global da poliomielite, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que, entre os anos de 2013 e 2014, 10 países registraram casos da doença, e na sua maioria, decorrente de importações do poliovírus selvagem de países endêmicos ou de países não endêmicos:

a) países endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão;

b) países não endêmicos: Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Siria, Etiopia, Kenia.

Qual a população a ser vacinada?

A meta é vacinar, na campanha, no mínimo 95% das crianças de 6 meses a menores de cinco anos de idade (até 4 anos 11 meses e 29 dias) do total de 12.717.408, o que representa 12.081.537 de crianças.

Qual a cobertura que queremos alcançar?

Maior ou igual a 95% de cobertura.

O que é imunidade de rebanho?

A vacina oral aplicada contra poliomielite em campanhas produz extensa disseminação do vírus vacinal, capaz de competir com a circulação do vírus selvagem, interrompendo abruptamente a cadeia de transmissão da doença. Ao circular pela comunidade, a vacina promove imunização coletiva.

Qual o risco da reintrodução do poliovírus selvagem?

Considera-se que há risco de introdução do poliovirus selvagem no país, dada a possibilidade de importação de casos provenientes de países endêmicos, dos que restabeleceram a transmissão, ou pela ocorrência de surtos devido à circulação do poliovírus derivado vacinal (PVDV) em áreas com baixas e heterogêneas coberturas com a vacina oral poliomielite.

Qual a composição da vacina oral de poliomielite para a campanha de vacinação de 2014?

A vacina é trivalente contém uma suspensão dos vírus da poliomielite atenuados dos tipos 1, 2 e 3.

Há alguma contraindicação?

Não há contraindicações absolutas a administração da vacina oral poliomielite.

Deve-se evitar a vacinação de crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38ºC; com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina; criança que, no passado, tenham apresentado qualquer reação anormal a esta vacina; criança imunologicamente deficiente devido a tratamento com imunossupressores ou de outra forma adquirida ou com deficiência imunológica congênita e com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior da vacina poliomielite oral e que estejam em contato hospitalar ou domiciliar com pessoa imunodeprimida.

Fora do período da campanha é possível se vacinar?

Sim, a vacina oral poliomielite está disponível na rotina da sala de vacinação, mas é importante que todas as crianças com menos de cinco anos de idade sejam vacinadas, independentemente se já foram vacinadas anteriormente.

Por quanto tempo dura a imunização pós-vacinação?

A vacina confere proteção contra os três sorotipos do poliovirus (1, 2 e 3) e sua eficácia é em torno de 90% a 95% com a administração de uma dose e a imunidade tem longa duração.

Crianças com quadros clínicos especiais podem ser vacinadas com a vacina oral na campanha?

Não, os responsáveis pelas crianças deverão procurar um Centro de Referência para Imunobiológico Especiais (CRIE) para serem avaliadas por um profissional médico da necessidade de usar a vacina inativada poliomielite (VIP).

É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?

Não é obrigatório apresentar a caderneta de vacinação, mas é necessária para atualização de outras vacinas do calendário de vacinação. Para aquelas pessoas que não apresentarem o cartão de saúde da criança, no momento da campanha, será feito outro cartão para o registro da vacina. No entanto, é importante guardar este documento pessoal para comprovações do histórico vacinal da criança.

Quantas doses da vacina a criança precisa receber?

As crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos de idade, público alvo da campanha, deverão receber 1 dose da vacina oral poliomielite que corresponde a 2 gotinhas.

Como se trata a poliomielite e como se previne?

Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados, procedendo-se ao tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente. Somente a prevenção, por meio da vacina, garante que a pessoa fique imune à doença.

É verdade a vacina injetável estará disponível na campanha?

Na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite será utilizada prioritariamente a vacina oral poliomielite (VOP), no entanto, o PNI recomenda às Coordenações Estaduais de Imunizações disponibilizarem a vacina inativada poliomielite (VIP) durante esta campanha de vacinação, para crianças que estiverem iniciando o esquema contra a poliomielite, bem como naquelas que coincidentemente estiverem na época de receber alguma dose do esquema, evitando a perda de oportunidade de vacinação.

Se meu filho tiver iniciado esquema com VOP ele tomará a VIP?

Não. Se seu filho iniciou esquema com VOP ele será completado com VOP.

Se meu filho tiver iniciado esquema com VIP na clínica privada, ele poderá tomar na rede pública?

Sim, mas na rede pública ele irá seguir o esquema sequencial recomendado pelo PNI que é de 2 doses de VIP (primeira e segunda dose) e três doses de VOP (terceira dose, primeiro reforço e segundo reforço).

Fonte:

Ministério da Saúde

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