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Saúde

A busca de uma mãe pelo parto normal

Indicação

Governo busca facilitar acesso e conhecimento sobre procedimento para diminuir número de cesarianas desnecessárias
por Portal Brasil publicado: 15/01/2015 10h31 última modificação: 15/01/2015 10h31

No dia 7 de janeiro foram publicadas novas regras de estímulo ao parto normal. O objetivo é a redução de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar.

A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.

Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que taxa de cesáreas seja de até 15% dos partos.

No Brasil, na saúde suplementar, esse percentual chega a 84%. Na rede pública o número é menor, cerca de 40%. 

Luana Gonçalves, 30 anos, é pedagoga e contou um pouco sobre o nascimento de seu filho Renzo, que ocorreu em novembro de 2013, na Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Rio de Janeiro.

"Apesar de ser da cidade de Niterói e fazer todo o pré-natal pelo plano de saúde, tive muita dificuldade em encontrar uma obstetra que aceitasse me atender em um parto normal.

Na primeira médica que fui ela foi bem direta e disse que não atendia parto normal, pois tinha problema de coluna. Sempre pensei que o parto fosse da mulher e que ela devia ser respeitada em sua preferência e informada sobre os benefícios do parto normal.

Quando ela me revelou esse motivo, sai espantada do consultório e entendi que não seria tão fácil ter um parto normal com o mínimo de intervenção como eu desejava.

Na segunda tentativa, já com outra médica do plano, ela me disse que fazia parto normal se tudo corresse bem, mas, quando perguntei sobre intervenções, ela me apresentou um pacote completo, que eu deveria parir deitada, não poderia ingerir nada durante o trabalho de parto e que ela realizava episiotomia de rotina.

Corri de novo e encontrei na maternidade pública uma opção que respeitaria todo o meu processo fisiológico e onde fui atendida de maneira satisfatória por profissionais que me apoiaram e acompanharam todo o meu longo trabalho de parto, sempre cuidando para que estivesse tudo bem comigo e com o bebê.

Depois de 27h de trabalho de parto, onde pude me alimentar, usar o chuveiro e caminhar para aliviar a dor, Renzo nasceu saudável com 4kg, veio direto para o meu colo, onde foi amamentado e ficou comigo durante todo o tempo até a alta. E o melhor, sem pagar nada além dos impostos como contribuinte!

É muito bom saber que exatamente um ano e dois meses depois do meu parto, o Ministério da Saúde e a ANS estão atentos aos altos números de cesáreas.

Agora todas podem ter acesso aos percentuais de cesárea do plano e do seu médico e com isso podem optar na escolha do profissional. Espero que essa resolução incentive cada vez mais o parto natural, respeitando a autonomia da mulher sobre seu parto e cobrando dos planos de saúde um atendimento satisfatório que justifique seu preço. "

Fonte:

Blog da Saúde

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