Saúde
“Claro que temos medo, mas ter o apoio neste momento alivia”
Redução de cesáreas
A nutricionista Ana Lia Bolisani é mãe de duas meninas por parto normal. Ela contrariou as informações que recebeu quando era mais nova. Sua mãe tinha feito três cesarianas e o pai médico não via problema neste tipo de parto. O que mudou foi seu envolvimento do projeto iniciado pelo Hospital Paulo Sacramento (em Jundiaí), que desejava receber o selo Hospital Amigo da Criança e entre os critérios estava ter um índice baixo de cesáreas.
Claro que os receios que acompanham as gestantes de primeira viagem existiam, mas toda a informação que recebera trabalhando no Grupo da Mãe Trabalhadora do hospital, do qual fazia parte, e conhecer a maior parte dos profissionais envolvidos ajudou na decisão. Ela conta que o atendimento foi muito importante. “Você não se sente sozinha no processo”, diz ela destacando que a enfermeira que a acompanhou no parto teve um papel fundamental, pois a todo momento preparava Ana Lia para as etapas que estava por vir.
O primeiro parto, quando nasceu Liz, ocorreu no dia 5 de fevereiro de 2008, numa madrugada de terça-feira de Carnaval. Foi inesperado, pois estava com 37 semanas. Quem fez seu parto foi a médica de plantão.
Já Liv, hoje com oito meses, nasceu com 40 semanas e o trabalho de parto foi demorado. Ela destaca o carinho e paciência do médico que passou todas as 12 horas ao seu lado. Ele fechou a agenda do consultório e desmarcou um compromisso pessoal. “Claro que a dor é intensa e que nós temos medo da dor, mas o aspecto emocional de ter o apoio neste momento alivia”, conta.
Para ela, é importante ter informação sobre o assunto e um médico que compartilhe da mesma filosofia. “Se penso em ser mãe de novo, quem sabe? Mas com certeza se for, será por parto normal.”
Fonte:
Portal Brasil
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