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Governo quer ampliar número de especialistas em Medicina da Família

Mais Médicos

Objetivo é aumentar a quantidade de profissionais capacitados para atender os programas de residência na área
por Portal Brasil publicado: 20/08/2015 18h47 última modificação: 20/08/2015 18h47
Valdecir Galor/ SMS/Curitiba Plano prevê é formar mais 10 mil preceptores até 2018 para atuar em residência na área de Medicina da Família

Plano prevê é formar mais 10 mil preceptores até 2018 para atuar em residência na área de Medicina da Família

Mais um incentivo para a formação de médicos no País foi anunciado pelo governo federal. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou o Plano Nacional de Formação de Preceptores, durante seminário promovido pelo Ministério da Educação para debater os desafios e avanços na formação médica no Brasil. O objetivo é aumentar a quantidade de profissionais capacitados para atender os programas de residência em Medicina Geral de Família e Comunidade (MGFC) em todas as regiões do País.

“Isso implica em recursos, estratégias, mobilização com os gestores municipais, mas fundamentalmente com as instituições de ensino superiores públicas e privadas para fazer uma forte articulação nesse processo de formação de preceptores. A ideia é dar oportunidade aos próprios médicos residentes para que, ao concluírem a especialização, sejam formadores de novos especialistas”, destacou Chioro.

A medida integra o Programa Mais Médicos e traz também benefícios à expansão e qualificação da graduação em Medicina. Com a oferta do curso de preceptoria para os residentes em MGFC, os profissionais concluirão a especialização sejam também capacitados para serem preceptores tanto da residência como da graduação.

A expectativa é formar mais 10 mil preceptores até 2018, chegando a 14,2 mil profissionais. Com essa ação, o governo federal vai garantir, no mínimo, um preceptor para cada três residentes, que é um dos requisitos exigidos para abrir novas vagas de residência.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Hêider Pinto, reforçou que a iniciativa dá um salto na qualificação dos profissionais. “Teremos por meio da residência a formação de um médico especialista e, ao mesmo tempo vamos formá-los na dimensão pedagógica para ele poder ser um competente preceptor com capacidade de receber com qualidade os alunos em processo de graduação e até se tornar um docente da escola médica da região”, ressaltou o secretário.

Residências em todo o País

A universalização da residência médica faz parte das ações do Mais Médicos, que estabeleceu, até 2018, uma vaga de residência para cada médico formado. Desde 2013, já foram autorizadas 4.742 vagas dentre as 12,4 mil previstas para formação de especialistas. Com a criação de mais três mil bolsas de residência médica no País anunciadas no início de agosto, sendo duas mil financiadas pelo Ministério da Saúde e mil pelo Ministério da Educação, a quantidade de vagas chegará a 7.472 (62% da meta).

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão prioridade nas novas bolsas para corrigir o déficit histórico de profissionais nessas regiões. Das novas vagas, 75% são para ampliar a formação de médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. A ampliação das oportunidades para formação de médicos de família também cumpre à legislação do Programa que transformou a especialização nesta área em pré-requisito para a formação em outras especialidades.

Seminário

O seminário Mudanças na Formação Médica no Brasil, organizado pelo Ministério da Educação, discute a melhoria da formação de médicos em nível de graduação e residência no país após a implantação da Lei do Mais Médicos. O evento conta com a participação de cerca de 150 escolas médicas do país. Entre os temas que serão debatidos pelos reitores, diretores, coordenadores, docentes e estudantes, estão as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de medicina, além da avaliação de progresso para todos os estudantes de medicina do 2º, 4º e 6º anos.

O Mais Médicos prevê que os estudantes de Medicina deverão cursar pelo menos 30% da carga horária do internato médico na graduação serão desenvolvidos na Atenção Básica e em serviço de urgência e emergência do SUS, respeitando o tempo mínimo de dois anos.

Fonte:

Ministério da Saúde.

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