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Saúde

Plano reforça enfrentamento da hanseníase no Maranhão

Comprometimento

Ministério da Saúde, estado e municípios assinam compromisso com metas graduais de redução da doença
por Portal Brasil publicado: 27/10/2015 21h02 última modificação: 28/10/2015 10h45
Blog da Saúde Iniciativa busca fortalecer o comprometimento dos gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no desenvolvimento de ações para redução da carga da hanseníase

Iniciativa busca fortalecer o comprometimento dos gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no desenvolvimento de ações para redução da carga da hanseníase

A assinatura de um documento que prevê o cumprimento do Plano Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase foi assinado nesta terça-feira (27), em São Luís, pelo Ministério da Saúde, governo do Estado do Maranhão e prefeituras de municípios considerados prioritários.

O plano contém metas graduais a serem alcançadas nos próximos anos no Maranhão. O intuito é fortalecer o comprometimento dos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) no desenvolvimento de ações para reduzir a hanseníase e alcance da eliminação da doença no Estado.

O Ministério da Saúde oferecerá apoio técnico e ações de capacitação para os profissionais de saúde, com o objetivo de intensificar as atividades de busca ativa de casos, de diagnóstico, de tratamento, de vigilância de contatos e de acompanhamento dos pacientes até a cura.

Uma das iniciativas é a oferta do Mestrado Profissional em epidemiologia aplicada ao serviço de saúde para o Maranhão, com foco na vigilância das doenças transmissíveis relacionadas à pobreza. Ainda em 2015, esse curso estará disponível aos profissionais de saúde do estado.

“O objetivo desta ação é mobilizar para alcançarmos a eliminação da doença como problema de saúde pública, o que significa menos de um caso de hanseníase por 10 mil habitantes”, explica o Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi. Para isso, ele destaca a importância do trabalho conjunto entre o Ministério da Saúde, os estados e os municípios. O Ministério da Saúde apoiará ainda a qualificação de dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação e do acompanhamento de casos de hanseníase.

Campanha

Desde 10 de agosto, a Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma, do Ministério da Saúde, tem mobilizado agentes comunitários da saúde, equipes da estratégia de Saúde da Família, profissionais da educação e a sociedade civil de 2.338 municípios brasileiros com alta carga dessas doenças ou maior vulnerabilidade a este conjunto de doenças. Esta ação tem como público-alvo os estudantes da rede pública do Ensino Fundamental na faixa etária de 5 a 14 anos.

A estratégia constitui-se na busca ativa de casos para diagnóstico precoce da hanseníase através da avaliação dos casos suspeitos identificados por meio do preenchimento da ficha de autoimagem, no tratamento quimioprofilático com albendazol 400 mg para a redução da carga parasitária de geo-helmintíases e busca ativa de tracoma por meio de exame ocular externo, com tratamento dos positivos e seus contatos.

Redução de casos

O Ministério da Saúde registrou no ano passado 31 mil casos novos da doença em todo o País. Em 2004 foram 50,5 mil casos novos – uma redução de 38,5%. Em 2004, 67,3% das pessoas que faziam tratamento para hanseníase tiveram cura. No Maranhão, foram detectados 3.632 casos novos, em 2014, o que representa uma diminuição de 32,2% em comparação com os 5.366 casos de 2004. Do total de casos registrados em 2014, 361 (9,9%) eram em menores de 15 anos. A taxa de cura no estado cresceu 29,7%, passando de 63,8%, em 2004, para 82,8% em 2014.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, de investigação obrigatória e notificação compulsória em todo o território nacional. É de grande importância para a saúde pública devido a sua magnitude e o seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa.

A doença acomete principalmente a pele e nervos periféricos, podendo levar a sérias incapacidades físicas, quando diagnosticada tardiamente. Tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade).

 Fonte: Ministério da Saúde

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