Saúde
Mobilização da Educação Zika Zero será permanente, afirma ministro da Saúde
Combate ao Aedes
A mobilização de estudantes e professores no combate ao mosquito Aedes aegypti será permanente e sistemática, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, nesta sexta-feira (19), em Brasília.
“Estamos fazendo essa grande mobilização nacional em escolas de todo o Brasil. Cada ministro está em uma capital do País, e essa ação vai continuar de maneira permanente. E, uma vez por mês, queremos, nas escolas, mobilizar toda a sociedade”, disse Castro.
Nesta sexta-feira, o governo federal, em parceria com Estados e municípios, realiza a Mobilização Nacional da Educação Zika Zero.
A ação de alcance em todo o País para eliminar o transmissor do zika vírus, dengue e chikungunya abrange 188.673 escolas da educação básica, 63 universidades e 40 institutos e centros federais de educação tecnológica em 115 municípios.
Numa convocação a alunos e professores, o ministro da Saúde vestiu o figurino de professor e deu uma aula sobre os riscos da picada do mosquito e a prevenção ao vírus zika, dengue e chikungunya aos alunos do colégio particular Ciman, em Brasília.
A palestra foi feita em uma escola particular, porque o período letivo nas escolas públicas do Distrito Federal será iniciado somente no próximo dia 29.
“Os estudantes estão bem informados, bem mobilizados”, elogiou Marcelo Castro.
Ele lembrou que dois terços do foco do mosquito estão nas residências e que os estudantes são importantes multiplicadores dos conhecimentos sobre combate ao mosquito e prevenção das doenças.
“Nós estudantes, assim como qualquer cidadão, podemos ajudar nossas famílias a tomar os cuidados necessários para combater o mosquito”, diz a estudante Larissa Vitória, de 15 anos.
O Brasil enfrenta uma epidemia de microcefalia (má-formação do cérebro de bebês) provocada pelo zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti.
Para conter a microcefalia e as infecções pelos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o governo federal deflagrou ampla mobilização de agentes de saúde, militares, servidores e autoridades em nova fase que passa a abranger também o sistema público de ensino.
A estudante Yanna Calisto, de 15 anos, reforça que essa é uma luta que não pode ser perdida.
“O mosquito é preocupante. Ele causa muitas doenças e leva à morte. E temos de combatê-lo, não podemos perder essa guerra."
Pesquisa
Após lançar a mobilização nas escolas, o ministro da Saúde visitou o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).
Pesquisadores da UnB começaram uma pesquisa sobre zika a fim de verificar se esse é um tipo de agente restrito a um vírus ou se há possibilidades de se subdividir em mais de um tipo de vírus.
Após conhecer a pesquisa, o ministro da Saúde voltou a dizer que, enquanto não há vacina para o zika vírus, a forma mais importante de prevenção é a eliminação do mosquito.
Ele voltou a falar que as Forças Armadas seguem mantendo 55 mil homens mobilizados para identificar criadouros do Aedes aegypti. E que, fora isso, há 46 mil agentes de endemias e 266 mil agentes comunitários em vistoria nas residências para eliminação dos focos desse agente transmissor.
Fontes: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde e das estudantes Larissa Vitória e Yanna Calisto
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