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Saúde

Cientistas pesquisam ferramentas para bloquear a transmissão da malária

Fapeam

O estudo é desenvolvido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
por Portal Brasil publicado: 07/03/2016 10h00 última modificação: 20/04/2016 17h00

Um grupo de cientistas está investigando a interação entre o parasita Plasmodium vivax, causador da maior parte dos casos de malária no Brasil, e os mosquitos anofelinos, hospedeiros da doença, em busca de meios para impedir a transmissão da infecção a humanos. “Nosso objetivo é tentar entender como o parasita que causa a malária interage com o mosquito para, no futuro, criar ferramentas que possam bloquear essa transmissão”, explicou o responsável da pesquisa Henrique Silveira.

O pesquisador disse que o mosquito transmissor da doença, o Anopheles, tem mais sucesso em conter a infecção do que os seres humanos. Evidências experimentais demonstram que o inseto pode desenvolver mecanismos eficazes para interromper o ciclo de vida do parasita.

Os cientistas querem desvendar o transcritoma do mosquito, ou seja, descobrir quais são as proteínas produzidas pelo hospedeiro quando o parasita invade seu intestino. “Assim, saberemos quais os mecanismos ativados. O conhecimento das respostas do mosquito à infecção proporcionará uma ferramenta poderosa para bloquear a transmissão da malária”, esclareceu Silveira.

Ao longo do estudo, desenvolvido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os mosquitos estão sendo infectados e depois dissecados, com o uso de uma lupa e agulhas de disseção para coletar o material biológico e caracterizar os genes associados à infecção. Após essa fase, os cientistas checam se há intervenção nos genes para analisar como eles agem ao longo da infecção. “Nós já temos alguns resultados preliminares e, até o final do ano, teremos o transcritoma e a publicação dos genes expressos e que são transcritos durante a invasão do parasita”, garante Henrique SIlveira.

O pesquisador ressaltou que a malária no Brasil está restrita quase exclusivamente à Bacia Amazônica e que a maior parte das ocorrências é devido ao Plasmodium vivax, uma das quatro espécies de protozoários da malária que contaminam o ser humano.

A doença

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários e transmitida pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Não existe vacina, mas a doença apresenta cura se for tratada a tempo. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento é simples, eficaz e gratuito.

De acordo com o ministério, a área endêmica da malária no Brasil é a Região Amazônica, incluindo os Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Essa região responde por 99% dos casos no País.

Fora da região amazônica, mais de 80% dos casos registrados são importados dos Estados pertencentes à área endêmica do Brasil e de outros países amazônicos, além do continente africano e do Paraguai. Segundo o ministério, desde 2000 houve uma redução de mais de 50% no número de casos de malária no País.

Em novembro de 2015, o governo lançou o Plano de Eliminação da Malária no Brasil para ajudar o País a cumprir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas, de reduzir em 90% o número de casos da doença até 2030. Em 2014, o Brasil registrou 143.250 casos de malária, o menor número desde 1989.

A principal manifestação clínica da malária é a febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores intensos, dor de cabeça e dores no corpo. A febre na malária corresponde ao momento em que as hemácias, células do sangue que transportam o oxigênio, estão se rompendo. A pessoa que contraiu a doença pode ter também sintomas como vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, tontura e sensação de cansaço. 

Fonte: Agência Brasil

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