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Saúde

Recife ganha primeira maternidade de alto risco, com 150 leitos

Saúde da Mulher

O Ministério da Saúde investiu R$ 48,8 milhões na unidade, que terá capacidade para realizar mais de 67 mil procedimentos por mês
por Portal Brasil publicado: 11/05/2016 08h30 última modificação: 11/05/2016 11h20
Andréa Rêgo Barros/Prefeitura do Recife A nova maternidade irá garantir atendimento e assistência integral à saúde da mulher e do recém-nascido

A nova maternidade irá garantir atendimento e assistência integral à saúde da mulher e do recém-nascido

As mulheres que vivem em Recife (PE) passaram a contar, a partir desta terça-feira (10), com o Hospital da Mulher do Recife Dra. Maria das Mercês Pontes Cunha (HMR). Essa é a primeira maternidade de alto risco do município e terá capacidade para realizar 67 mil procedimentos por mês, entre partos, cirurgias, exames, internações, consultas especializadas.

Ao todo, serão 150 leitos. Para a construção da unidade e a aquisição de equipamentos foram investidos R$ 118 milhões, dos quais R$ 48,8 milhões foram repassados pelo Ministério da Saúde.

"Esta unidade vai reunir em um único lugar atendimento de urgência e emergência 24h, centro obstétrico, centro cirúrgico, UTI materna e neonatal, clínica ambulatorial, diagnóstico, apoio terapêutico e assistência às mulheres vítimas de violência. O grande diferencial é a estrutura, preparada para oferecer um atendimento de qualidade e humanizado às mamães e aos bebês", destacou o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.

O hospital prestará atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As pacientes serão encaminhadas por meio das outras unidades e serviços da rede, com marcação prévia.

A nova maternidade, localizada no bairro de Curado, irá garantir atendimento e assistência integral à saúde da mulher e do recém-nascido. Ao todo, serão 150 leitos, duas Unidades de Terapia Intensiva – uma com dez leitos para bebês e outra com dez leitos para as mulheres; duas Unidades de Cuidados Intermediários, cada uma com 27 leitos; e 16 consultórios especializados.

Nos consultórios, as mulheres poderão fazer atendimentos e procedimentos de ginecologia, cardiologia, mastologia, endocrinologia, hematologia e psiquiatria. O hospital oferece ainda banco de leite humano, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, odontólogos e enfermeiros. A capacidade inicial é de realizar 400 partos e 250 cirurgias por mês.

As gestantes de alto risco terão acesso a equipamentos adequados ao acompanhamento da gravidez, como o cardiotocógrafo, que permite que o bebê seja monitorado desde a barriga da mãe até o seu nascimento. O bloco cirúrgico dispõe de seis salas cirúrgicas amplas, equipadas por sistema de climatização com filtros especiais para realização desde partos cirúrgicos até histeroscopia cirúrgica  diagnóstico de patologias intrauterinas  promovendo grande variedade de procedimentos com segurança e conforto para as pacientes.

Parto humanizado

Dentro do hospital existe um centro de parto humanizado, quarto com banheira para realização de parto na água. Esses ambientes permitem que a gestante evolua no seu trabalho de parto natural, acompanhada por profissionais qualificados e com toda a infraestrutura e equipamentos necessários ao procedimento.

Ao todo, o hospital contará com 1.108 profissionais, sendo 158 médicos, 236 profissionais de nível superior em áreas específicas, 552 profissionais de nível médio/administrativo e 162 profissionais de nível fundamental. Também fazem parte da estrutura da unidade equipamentos para exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética, ultrassom e raio-x.

O Hospital da Mulher do Recife contará ainda com a "Casa das Mães", uma hospedaria com 20 leitos para acolher as mães que receberem alta e tiverem seus bebês internados após o parto. Dessa forma, as mulheres poderão apoiar a recuperação do filho e manter o vínculo com o bebê até que ele esteja apto a deixar o hospital.

Vítimas de violência

Faz parte da estrutura do hospital um centro especializado no atendimento às mulheres vítimas de violência. Elas contarão com o apoio de uma equipe formada por vários profissionais – psicólogo, psiquiatra, médico, enfermeiro e assistente social – que prestarão o atendimento multidisciplinar. Além do suporte à mulher, o Centro terá um papel importante ao empoderar e preparar essas mulheres para romper o ciclo de violência sofrido. Todo o processo de acolhimento terá o cuidado de não expor a vítima.

É um espaço acolhedor para a mulher em situação de vulnerabilidade, onde ela poderá realizar desde a coleta de vestígios até, quando indicado, o uso de medicação antirretroviral. Esse espaço também terá a presença de um médico legista, fruto de uma parceria com a Secretaria de Defesa Social (SDS), e permitirá às mulheres realizar as coletas necessárias sem precisar ir ao Instituto de Medicina Legal (IML).

SAMU

O Hospital da Mulher também contará ainda com uma base descentralizada do SAMU 192, a décima da cidade, com uma Unidade de Suporte Básico (UBS), Unidade de Suporte Avançada (USA) e seis profissionais. A descentralização dará maior resolutividade ao atendimento com menor tempo de resposta.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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