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Turismo pode incluir novo conceito de hospedagem no sistema de classificação

por Portal Brasil publicado: 23/01/2012 19h18 última modificação: 29/07/2014 09h13

O Ministério do Turismo (MTur) estuda incluir o novo conceito de hotelaria, hotéis-boutique, no Sistema Brasileiro de Classificação dos Meios de Hospedagem (SBClass). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23).

Os hotéis-boutique são empreendimentos de luxo criados para mimar hóspedes exigentes. Requintados, charmosos, acolhedores e intimistas, os locais viraram objeto de desejo para uma parcela de viajantes que está disposta a pagar por um altíssimo nível de exclusividade, personalização e atendimento perfeito para viver uma experiência extraordinária.

A proposta está em movimento de expansão pelo Brasil: há pelo menos 35 deles espalhados pelo País. A primeira solicitação de empreendimentos dessa categoria para ingressar no sistema do MTur partiu do Boutique Hotel Casa Teatro, pioneiro do segmento em Manaus (AM).

Segundo a proprietária do estabelecimento, Cláudia Mendonça, participar do SBClass é sinal de profissionalização e credibilidade no mercado: “É antes de tudo, um respeito às regras e ao hóspede. Acredito que essa vigilância do Ministério do Turismo é uma espécie de controle de qualidade também”. Para a empresária, a chancela do MTur garante maior visibilidade nacional e internacional e divulga Manaus como uma cidade que tem os padrões de hotelaria exigidos pelo do governo federal.

O hotel, inaugurado em agosto do ano passado, com 14 apartamentos, deve lançar a primeira expansão em março, com nove novas suítes. “Recebemos russos, franceses, italianos, americanos e brasileiros... Sim, o brasileiro está viajando mais!”, destaca Mendonça.

Luxo e alto padrão

As razões para o sucesso do conceito são muitas: produtos, espaços e serviços fora do comum; conforto acima da média; mimos, facilidades e pequenos luxos de toda sorte. A vontade do hóspede é suprema, tanto quanto é soberano o poder de compra do consumidor do mercado do luxo no País. De acordo com o estudo “O mercado do Luxo no Brasil - ano V”, realizado pela MCF Consultoria & Conhecimento e pela GfK Brasil, o faturamento da indústria de luxo brasileira, em 2011, deve se aproximar dos R$ 20 bilhões, alta de 33% sobre os R$ 15,7 bilhões registrados em 2010.

No turismo de luxo, algumas cidades brasileiras foram “redescobertas” e devem se destacar no segmento, durante os próximos três anos. A previsão é do estudo “The Future of Luxury Travel”, realizada pela International Luxury Travel Market (ILTM). Florianópolis (SC), Fernando de Noronha (PE) e Trancoso (BA) são os destinos brasileiros emergentes deste mercado, de acordo com o levantamento.

Para Carlos Ferreirinha, presidente da MCF C&C, o cenário brasileiro para o mercado do luxo está entre os mais promissores do mundo. “Há um grande potencial de crescimento para o mercado do luxo no Brasil. Esta é uma tendência que se confirma”, diz Ferreirinha.

Por enquanto, o mercado do luxo está restrito a 2,5% da população brasileira, o que representa cerca de 4,8 milhões de consumidores, segundo a MCF C&C. Mas o tamanho desse universo deve crescer rapidamente. Empresários entrevistados pela consultoria revelaram ser favoráveis à ampliação do acesso às marcas: 71% acreditam que a tendência do luxo, no Brasil, é a democratização. Isso inclui, por exemplo, tornar produtos mais acessíveis às chamadas “classes aspiracionais” - a volumosa classe C, novo motor do consumo do País.

É natural que, quando o assunto é luxo, contas com muitos dígitos logo venham à cabeça. Mas as tarifas dos hotéis-boutique são menos assustadoras do que o turista pode imaginar. No Casa Teatro de Manaus (AM), por exemplo, as diárias partem dos R$ 120.

Conceito novo

A hotelaria-boutique é um conceito novo que faz sucesso no mundo. Surgiu por volta dos anos 80, na América do Norte e Inglaterra. Tradicionais destinos brasileiros - como a Serra Gaúcha (RS), Búzios (RJ), Salvador (BA), Jericoacoara (CE) e São Paulo (SP) - já possuem estabelecimentos dessa categoria. A proposta, que ainda é pouco difundida no Brasil, deve ganhar espaço, nos próximos anos, em toda a América do Sul.

Embora não seja um requisito obrigatório, na maioria desses hotéis todos os objetos estão à venda: dos quadros de parede às toalhas e roupões de banho - daí vem o nome “boutique”.

 

Fonte:
Ministério do Turismo

 

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