Turismo
Ingleses marcam presença na Fifa Fan Fest de São Paulo
Copa 2014
Céu cinzento, termômetro que não passava dos 14 graus e a ameaça de uma garoa que, no fim, não caiu. E um batalhão de ingleses que não demonstravam qualquer preocupação com o clima no centro de São Paulo na tarde dessa quinta-feira (19). Alguns circulavam de bermuda e camiseta, como se ainda estivessem em Manaus (AM), onde viram a derrota de sua seleção para a Itália poucos dias antes. O frio era solenemente ignorado, talvez efeito das muitas cervejas entornadas até então.
As latinhas e seus 355 ml não eram bastante para os visitantes, que preferiam matar a sede nas garrafas maiores, de 600 ml, normalmente compartilhadas entre amigos, mas transformadas em porção individual pelos britânicos, que desde as 10h já ocupavam o lugar.
A cena vista horas antes do confronto entre Inglaterra e Uruguai repete-se dia a dia no Vale do Anhangabaú, onde está instalada a Fan Fest paulistana, desde a abertura da Copa. Turistas sem ingressos se juntam aos brasileiros para ver as partidas do Mundial no telão do evento. Antes, porém, lotam as mesas dos bares ao redor para o aquecimento.
Criado em 1910, o Bar Guanabara é um ícone do centro da cidade. Apegado às tradições, o lugar abriu mão de uma delas pela Copa do Mundo. Desde o início do torneio, tem funcionado normalmente em domingos e feriados, o que não acontece em períodos comuns.
Quem observa de fora, na expectativa de que vague uma mesa para se sentar, já imagina a justificativa para isso. Mas o comerciante Antonio Augusto da Costa Silva, um dos sócios do Guanabara, consegue ser ainda mais convincente. “O movimento aumentou entre 30% e 40% nesta última semana”, conta. “Não posso me queixar”.
Entre os torcedores, segundo Silva, o clima é de festa – mesmo entre os que exageram na bebida. Nesta quinta, os ingleses eram maioria na região, mas uruguaios e os onipresentes colombianos também coloriam o Anhangabaú.
“São muitos países, e eles interagem entre si. Ontem (quarta) aqui estava lotado de ingleses. Chegaram seis uruguaios e eles começaram a cantar, a brincar. Sempre na paz”, diz o comerciante.
Adaptações
A Copa fez com que Silva mantivesse o bar aberto mesmo em um feriado como o desta quinta. Ele, porém, criou uma escala para que pelo menos uma parte de seus funcionários possam folgar como estão acostumados. “Estou com meia equipe hoje e terei meia equipe no domingo. Por isso, estou com um cardápio mais enxuto, para não complicar na cozinha”.
Os pratos que fizeram o lugar famoso, porém, estavam lá. E descritos também em inglês, para facilitar a vida da clientela que apareceu nos últimos dias. “O meu pessoal não fala outro idioma, eu me arrisco um pouco. Mas quando eles não entendem, pedem o cheeseburger mesmo, que sabem o que é”, brinca.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















