Turismo
Clubes de praia conquistam o turista nas férias
Litoral
Eles reúnem tudo aquilo que boa parte dos turistas deseja: bangalôs, jacuzzi, drinks gelados, pratos preparados por chefs, música ao vivo, a vista infinita do horizonte e gente bonita. Tudo isso construído à beira mar, em estruturas de madeira, disputando espaço com guarda-sóis e banhistas.
A mistura de balada, bar e restaurante é uma das propostas dos beach clubs, que podem ser vistos, em número cada vez maior, no litoral brasileiro.
Florianópolis é uma das cidades pioneiras na implantação dos clubes de praia – são pelo menos dez na região litorânea, de acordo com a Secretaria de Turismo do município. A capital catarinense se tornou um dos 10 destinos mais requisitados pelos estrangeiros no País, de acordo com o Ministério do Turismo.
“A presença desses estabelecimentos é um impulso para a economia do turismo”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz. A maioria (64,2%) está em busca de sol e praia - e de ambientes exclusivos como os beach clubs.
É o caso do alemão Freud Schweinsteiger, de 36 anos, animado com a estadia no País. “O ambiente é perfeito, a comida é boa e a praia maravilhosa”, diz, resumindo suas férias de verão no beach club de Jurerê Internacional, um dos mais caros.
Paga-se até R$ 50 mil para ter direito a um camarote exclusivo e bebidas à vontade. Com alguma sorte, o cliente esbarra em celebridades como o jogador Neymar, o surfista campeão mundial Gabriel Medina, a atriz Bruna Marquezine e o ator Caio Castro. E curte a música ao som dos djs internacionais Gui Boratto e Fat Boy Slim.
Em um dos beach clubs de Jurerê, os clientes experimentam pratos de chefs como Valeriano Duarte, especialista em camarões, e também do italiano Dino Piselini, que traz na bagagem a experiência em Veneza e no hotel carioca Copacabana Palace.
O luxo atrai não só os estrangeiros, que às vezes pagam em dólar, como também os brasileiros mais endinheirados. A gaúcha Fernanda Prado, de 23 anos, já visitou cinco vezes os beach clubs de Florianópolis, atraída pela música eletrônica e pela chance de encontrar um novo amor.
“É um ambiente propício para conhecer pessoas e fazer amizades. Fico bastante entusiasmada”, disse. Já o empresário Moyses Lacerda conta que gosta do clima de festa ao ar livre. “É mais natural do que frequentar uma boate”, afirma.
Bons serviços
Embora boa parte dos frequentadores alegue que o melhor do beach club seja o público, o sucesso deste ambiente, segundo os proprietários e funcionários, é a qualidade do serviço e o apelo decorativo do cenário.
“Foram as almofadas azul turquesa, as grandes esculturas indianas, os globos de espelho e os colchões na areia em meio aos coqueiros e beleza natural do local que atraíram os 25 mil visitantes entre dezembro e janeiro ao clube de praia de Búzios (RJ)”, disse o empresário espanhol Oscar Rodale, de 46 anos.
Os clubes de praia também estão em Trancoso e Barra Grande, na Bahia, e no Guarujá e Ilha Bela, em São Paulo. Eles foram inspirados em Beach Clubs de Ibiza, na Espanha, e Saint Tropez, na França. Alguns ficam aberto das 10h às 22 horas.
Outros, na baixa temporada, sedem o espaço para festas particulares e eventos de empresas. A entrada pode ser gratuita, apenas com consumação mínima, ou a partir de R$ 150, com preços que variam para homens e mulheres.
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