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Turismo

Passeios de balão revelam encantos das paisagens brasileiras

Balonismo

Interessados podem buscar pacotes de voo em diversas regiões. Roteiros agradam desde casais até grupo de amigos que desejam vivenciar momentos únicos
por Portal Brasil publicado: 20/01/2015 11h19 última modificação: 21/01/2015 10h01
Exibir carrossel de imagens Divulgação/AirBrasil À medida que o balão avança rumo às nuvens, o panorama da cidade vai tomando forma em miniatura

À medida que o balão avança rumo às nuvens, o panorama da cidade vai tomando forma em miniatura

Os passeios de balão revelam os encantos e segredos existentes nas belas paisagens brasileiras. Os roteiros agradam desde casais até grupo de amigos que desejam vivenciar o momento único. 

A bordo do balão, turistas podem se aventurar e experimentar a sensação de voar como se estivessem flutuando a 500 metros de altitude. À medida em que o balão avança rumo às nuvens, o panorama da cidade vai tomando forma em miniatura.

Cerca de 90% das estruturas de voo estão localizadas no estado de São Paulo. Nessa região, os passeios são mantidos com mais regularidade em Sorocaba, Piracicaba, São Pedro e Boituva.

“ Sobrevoar a cidade de São Pedro é uma experiência incrível. A vista lá de cima impressiona, com a serra e as várias cachoeiras. Sem contar a infraestrutura da cidade que também é atrativa, com diversos hotéis e pousadas”, afirma o recordista sul-americano de altitude e instrutor de balão, da empresa AirBrasil, com experiência de 27 anos, Feodor Nenov.

Para os mais aventureiros, há também opções na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e alguns pilotos que sobrevoam o Rio de Janeiro e a região Norte do País.

Preparo do balão

Divulgação/AirBrasil
Passageiros também são convidados para ver de perto todo o processo de montagem do balão

A preparação do voo começa bem cedo. Se as condições meteorológicas estiverem favoráveis “o balão começa a ser preparado às 6h10 e a decolagem acontece meia hora depois”, afirma o instrutor Feodor, ressaltando que os balões podem comportar 16 passageiros por voo.

O piloto inicia os procedimentos retirando o balão guardado em um saco plástico dentro de uma carreta. Em seguida, conecta os cabos no maçarico do balão e enche o compartimento de ar frio. “Com mais ou menos dois terços de ar frio, começamos a aquecer o balão para que levante e se estabilize na posição vertical”, descreve.

Os passageiros também são convidados para ver de perto todo o processo de montagem do balão, além de ouvirem atentos as normas de segurança básicas. “Na véspera do voo, nós também ligamos para cada um e informamos se as condições do vento são ideais para decolar”, afirma Feodor Nenov.

Fator condicionante

Divulgação/AirBrasil
Panorama da cidade vai tomando forma em miniatura durante voo de balão

Na viagem de balão, não é possível traçar uma rota precisa. Isso porque o vento determina as condições de voo e de decolagem. “Nós sempre dependemos da direção do vento, em geral voamos com ventos a 15 km/h. Por isso, contamos com uma equipe de apoio em terra, passo o briefing com minha expectativa quanto à trajetória de voo e confirmo a informação após a decolagem. Com o recurso via rádio mantenho contato o tempo todo”, relata Feodor Nenov.

Cada estação do ano tem uma característica determinante, ora a vegetação está mais amarelada, ora a temperatura do ar é maior. “Geralmente o mês de janeiro é o mais difícil para voar, já que o tempo é muito chuvoso”, completa.

Voando de balão

Divulgação/AirBrasilPasseios no estado de São Paulo acontecem com mais regularidade em Sorocaba, Piracicaba, São Pedro e Boituva

Em geral, os balões de passeio comportam até 16 passageiros por voo. Crianças a partir de 6 anos estão livres para desfrutar da aventura. “A recomendação é usar sempre roupas confortáveis. Além do boné e protetor solar, os passageiros podem levar um equipamento fotográfico para registrar o voo”, elenca o instrutor.

A duração do voo é de uma hora, além das duas horas que incluem o preparo e o desmonte do balão. Não existe um limite máximo para altitude que alcança o equipamento. “Geralmente voamos até 500 metros de altitude. Uma parte é usada para sobrevoar a copa das árvores, passar rasante em rio e lagos, bem como conferir a vista panorâmica da região”, afirma Feodor Nenov.

Caso o pouso aconteça em local diferente da decolagem, uma van é acionada para buscar os participantes. “Também celebramos o voo com um tradicional brinde de champanhe, café da manhã e deixamos o espaço livre para que os participantes contem suas impressões durante o voo”, relata o instrutor.

Regulamentação

Divulgação/AirBrasil
Turistas podem experimentar a sensação de voar como se estivessem flutuando a 500 metros de altitude

A prática do balonismo no Brasil é regulamentada e fiscalizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Para operar esse tipo de modalidade (realizando voos panorâmicos turísticos), o piloto precisa ter registro na modalidade táxi-aéreo e ter o seu equipamento certificado. Confira a lista de empresas cadastradas pela ANAC.

Ao escolher um passeio de balão, o instrutor Feodor Nenov aconselha os interessados que verifiquem a experiência do piloto e o tempo de atuação da empresa no mercado. “É preciso que o instrutor transmita segurança para os passageiros a bordo”, afirma.

Competição de balão

A primeira competição de balonismo registrada na história data de 1963. Dez anos mais tarde, é realizada a competição mundial. O salto na história possibilitou o crescimento da modalidade em todo o mundo.

De acordo com a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB), o primeiro registro de voo em solo brasileiro aconteceu em 1970, na cidade de Araraquara (SP). Já o primeiro campeonato, em 1988, foi realizado quando o esporte já estava regulamentado pela Fundação da Associação Brasileira de Balonismo.

Entretanto, foi somente em julho de 2014 que o País viu acontecer sua primeira competição mundial. A cidade de Rio Claro, no interior paulista, recebeu aproximadamente 35 mil pessoas que conferiram de perto a disputa entre 60 pilotos de 22 países. 

Cidades como Pindamonhangaba, Ribeirão Preto, Piracicaba, Sorocaba, São Lourenço e São Carlos já receberam competições nacionais. “A próxima, entre julho e agosto deste ano, será realizada em São Lourenço (MG). Em 2016, os competidores disputarão o mundial em Saga, no Japão”, elencou o presidente da CBB, Valdemir Taveira. 

Fontes:
Portal Brasil com informações da AirBrasil, Confederação Brasileira de BalonismoAgência Nacional de Aviação Civil, Ministério do Turismo Empresa Brasil de Comunicação

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