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Cidadania e Justiça

Mulheres na rede: iniciativas servem de canal para reivindicações femininas

Redes Sociais

Conheça o trabalho de diversas mulheres que, de forma espontânea, usam o poder de propagação da rede para lutar pelo fim da desigualdade entre os gêneros
publicado: 14/03/2014 17h24 última modificação: 30/07/2014 01h23

A construção de políticas públicas para mulheres está em constante avanço. Muitos direitos básicos já foram garantidos, mas a cada dia surgem novas demandas para que, efetivamente, cheguemos à conquista da plena igualdade entre os gêneros e o fim da opressão.

Pelo Brasil afora, muitos grupos e coletivos assumem o papel de dar voz e reverberar as reivindicações das mulheres nos mais diversos campos: por meio da cultura, arte, mobilização social, roda de discussões, ilustração etc. Mas é na internet que grande parte dessas manifestações se converge, por isso, destacamos alguns exemplos de iniciativas sociais que buscam a rede para promover a conscientização a respeito do empoderamento da mulher sobre seus direitos como cidadã.

Think Olga

Uma delas é a Olga, um thinktank (ou usina de ideias) criado pela jornalista Juliana de Faria, dedicado a elevar o nível da discussão sobre feminilidade nos dias de hoje. Segundo as participantes, o grupo se propõe a descobrir quem é a nova mulher, o que ela quer hoje, e criar conexões criativas mais reais e verdadeiras a partir de um diálogo honesto e que busca formas femininas de pensar a vida “que não sejam todas cor-de-rosa”.

Entre as ações das meninas, está o “Chega de Fiu Fiu”, contra o assédio sexual em espaços públicos. Na página da campanha, elas explicam que “incentivamos a violênciaquando transformamos em coisa rotineira o fato da mulher não ter espaços privados – nem mesmo serem donas do seu próprio corpo”. A designer Gabriela Shigihara criou uma série de ilustrações para viralização e reprodução, a fim de estimular o debate.

Outra ação muito bacana está marcada para o dia 26 de abril. A Olga vai promover em São Paulo o “Edit-a-thon das minas”, evento no qual as (e os) participantes aprenderão a usar Wikipedia para realizar uma maratona de edição. O objetivo é passar um dia acessando os perfis de grandes mulheres para gerar novo conteúdo e informações. A ideia surgiu a partir da estimativa de que apenas 13% dos editores da enciclopédia online sejam mulheres, o que acaba resultando no esquecimento de muitos tópicos do universo feminino.

Mulheres na Tecnologia

Há cinco anos, em Goiás, três mulheres se reuniram para lutar pela equidade de gênero na Tecnologia da Informação (TI), visando garantir o reconhecimento do potencial feminino na área. O que começou com uma pequena lista de discussão na internet agora conta com integrantes de 16 estados do Brasil e outros países.

Mas o ativismo das redes também reflete fora delas.  O grupo Mulheres na Tecnologia (MNT) marca presença nos principais eventos de tecnologia do país para ministrar palestras, mesas redondas e discussões relacionadas a gênero e tecnologia. Nos próximos dias 28 e 29, elas vão realizar em Goiânia o 2º Encontro Nacional de Mulheres na Tecnologia, com mais de 30 atividades na programação que visam discutir a carreira, empreendedorismo, tendências tecnológicas e a presença da mulher no mercado de TI.

Empreendedorismo Rosa

O blog surgiu com a proposta de valorizar a mulher empreendedora e tudo que envolve o seu universo. O espaço reúne entrevistas com mulheres de destaque, artigos sobre a vivência empreendedora no mundo, análises masculinas a respeito do empreendedorismo feminino, perfil de empresas, cobertura de eventos, dicas para o dia a dia, vídeos, além de muito networking. Todo o conteúdo é norteado pelo empoderamento feminino e networking para crescimento nos negócios e carreira profissional.

Entre os principais temas abordados pelas sócias(colunistas) Aline Caldas , Vânia Oliva, e  Lênia Luz, a fundadora  do blog, estão: marketing, gestão financeira, comunicação, sustentabilidade, franquia, inovação, criatividade, histórias empreendedoras, notícias, atualidades e muito mais. 


Lady’sComics

O objetivo do site é descobrir quem são as mulheres que produzem Histórias em Quadrinhos (HQ) e dar visibilidade ao trabalho delas. A ideia surgiu há quatro anos, em Belo Horizonte (MG), com o intuito de apresentar quadrinistas mulheres, personagens femininas e reunir informações sobre as que fizeram e fazem parte desse mercado.

Além do cenário atual, oLady’sComics já trouxe matérias de cunho histórico, como os quadrinhos feitos por Pagu, o trabalho de Ciça Pinto e Neide Harue, as charges políticas de Hilda Weber, além de uma analise sobre quem seria a precursora da caricatura no Brasil: Nair de Teffé. O projeto também encampa uma campanha contra o preconceito que as mulheres sofrem na área, incentiva o surgimento de novas quadrinistas e espalha os trabalhos e novidades das autoras nas redes sociais.

A partir da iniciativa, surgiu uma rede de mulheres que fazem HQ. Elas também já participaram de mesas de debate durante o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e inspiraram a criação de mumagibiteca na cidade de Eunáplois (BA), fundada pela integrante do grupo, a jornalista Mariamma Fonseca.

Casa de Lua

O coletivo procura, essencialmente, fortalecer e estimular o protagonismo das mulheres no trabalho, cultura e política, respeitando todos os ritmos e ciclos. A pluralidade é o fundamento da Casa de Lua, sendo que o único consenso entre participantes é de que toda mulher pode pensar e fazer o que quiser com o próprio corpo e com a própria vida, livre de julgamentos e opressões.

Com sede em São Paulo, reúne centenas de mulheres num grupo virtual fechado do Facebook. Na casa – que foi escolhida pelo simbolismo dos azulejos verdes antigos na parede da cozinha – são promovidos eventos culturais e rodas de conversa sobre a mulher na política, história do feminismo, violência obstétrica e os direitos da mulher, além de debates sobre literatura e cinema, aulas de ioga e dança do ventre, cursos de astrologia e fengshui e muitos outros assuntos.


Fonte:
Portal Brasil 

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