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Cidadania e Justiça

Criança Feliz transforma vidas de famílias em todo o Brasil

Primeira infância

Mães e cuidadoras já percebem e relatam grandes evoluções no desenvolvimento das crianças e na relação com a família, a partir da participação no programa federal
publicado: 12/10/2017 09h27 última modificação: 13/10/2017 12h26

Já é possível dizer que a infância do pequeno Uemerson, de quatro meses, será bem diferente daquela vivida pelos quatro irmãos. Desde que passou a receber as visitas da capacitadora do programa Criança Feliz, o pequeno passou, mesmo tão cedo, a surpreender a mãe com a rapidez com a qual tem se desenvolvido e aprendido novas funções motoras.

“Antes, ele não ria e não pegava os objetos para segurar, agora ele já consegue fazer isso. Com esse projeto, ele está tendo uma experiência que meus outros filhos não tiveram. Eu, mãe de cinco filhos, infelizmente não sabia como estimular os outros. As novidades que [as cuidadoras] trazem são boas para os nossos filhos e para a gente também. Toda mãe fica feliz vendo seu filho se desenvolver melhor”, conta a mãe de Uemerson, Nubia dos Santos.

Moradora da cidade de Pacatuba (SE), a família de Nubia foi a primeira do País a receber visitadoras do Criança Feliz. Hoje, o programa já presta atendimento a mais de 40 mil pessoas. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), hoje, 636 cidades de todas as regiões do País contam com o Criança Feliz. Em cada uma delas, visitadoras vão às casas das mães e pais com dicas que ajudam no desenvolvimento integral na primeira infância. O objetivo do governo federal é, até 2018, atender 4 milhões de crianças.

A iniciativa do governo federal é voltada, principalmente, a famílias beneficiárias do programa Bolsa Família com crianças de até 3 anos de idade. O programa atende, também, crianças de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Dessa forma, a população mais carente e vulnerável recebe apoio. Além de estimular o desenvolvimento na primeira infância, o acompanhamento prepara gestantes para o nascimento dos filhos e facilita o acesso a serviços e políticas públicas. 

O Criança Feliz também tem, entre seus objetivos, o fortalecimento do vínculo afetivo e do papel das famílias no cuidado, proteção e educação. Na casa da moradora de Águas Lindas (GO), Erenilza Moura, esse aspecto do programa foi transformador. “O programa está me ajudando a entender melhor minha família. Hoje, tenho muito mais diálogo com meus filhos”, conta. No dia em que o Criança Feliz completou um ano, na última quinta-feira (5), Erenilza recebeu a visita do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e da primeira-dama e embaixadora do programa, Marcela Temer.

Confira quem é o público-alvo do programa Criança Feliz

Trabalho em equipe

Mesmo após cada visita semanal, as famílias continuam a estimular os pequenos, seguindo as dicas que as visitadoras dão. Para a mãe de três meninas, Eliara Furtado, moradora do Quilombo Rincão das Almas, em São Lourenço do Sul (RS), esse esforço é fundamental para que os resultados sejam efetivos. “Posso dizer a outras mães que vale a pena abrir a porta da nossa casa para essas visitas, que são muito importantes. E não basta elas virem na nossa casa: os pais, depois que elas vão embora, têm de estimular os filhos, senão o trabalho delas não vai render. Temos de ser uma equipe”, afirma.

A satisfação não é exclusiva das famílias. Em Itaporanga d’Ajuda, interior de Sergipe, a visitadora Elijoice dos Santos atende, semanalmente, 23 crianças e 6 gestantes. Ela se emociona ao falar sobre o trabalho. “É muito gratificante participar da vida das crianças e fazer com que cresçam melhores, com mais oportunidades. Elas vão ter um futuro muito bom, e eu quando olhar para trás, vou ver que fiz parte dessa história.”

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social

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