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Cidadania e Justiça

Integração de órgãos de segurança permite megaoperação de combate à pedofilia

Segurança

Ministério da Justiça, polícias civis e embaixada dos Estados Unidos trabalharam em operação que resultou na prisão de 108 pessoas
publicado: 20/10/2017 19h30 última modificação: 20/10/2017 22h58

Uma cooperação nacional e internacional de órgãos de segurança foi um dos principais fatores responsáveis pela megaoperação Luz na Infância, que resultou na prisão de 108 pessoas acusadas de produzir e distribuir material de pedofilia na internet. Com coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, participaram de forma integrada polícias civis de 24 unidades da federação e a embaixada dos Estados Unidos.

Como a disseminação do material criminoso ocorria no meio cibernético, a pasta acionou as estruturas de inteligência dos estados para combater os crimes em ambientes proibidos da rede. Além disso, o apoio internacional veio com o fornecimento de um software com o compartilhamento de arquivos, o que foi essencial durante as investigações.

"Nada se passa no espaço exclusivo do território nacional. A integração federativa é fundamental, e a integração internacional não é menos fundamental em tecnologia. Essa é uma tecla em que o Ministério da Justiça bate muito", afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim.

O foco dos inquéritos foi chegar aos arquivos nos quais estavam armazenados conteúdos de exploração sexual de crianças e adolescentes, para indiciar os suspeitos. Ao todo, foram seis meses de trabalho, ao longo dos quais atuaram 1,1 mil policiais civis. A medida resultou em em 157 mandados de busca e apreensão em computadores.

Ações nos estados

Os agentes prenderam suspeitos em 22 unidades da federação: São Paulo (25), Rio Grande do Sul (9), Minas Gerais (9), Goiás (9), Bahia (8), Paraná (6), Distrito Federal (6), Pará (6), Rondônia (4), Sergipe (4), Santa Catarina (3), Tocantins (3), Amazonas (2), Pernambuco (2), Ceará (2), Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Acre (1) e Paraíba (1). Em Alagoas, Roraima e Mato Grosso ocorreram apenas busca e apreensão de materiais.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública

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