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Ciência e Tecnologia

Paciente recebe implante facial desenvolvido por centro vinculado ao governo

Prótese

Técnica desenvolvida por pesquisadores brasileiros permite a captação de detalhes do rosto com o uso da câmera de um smartphone
publicado: 03/01/2017 16h25 última modificação: 03/01/2017 16h43
Primeiro implante foi concluído na semana passada com um paciente de São Paulo; estudos começaram em 2015

Primeiro implante foi concluído na semana passada com um paciente de São Paulo; estudos começaram em 2015

Uma prótese facial humana de baixo custo, impressa em três dimensões, foi implantada em um paciente que perdeu parte do rosto em decorrência de um câncer, em São Paulo (SP).

Os pesquisadores que desenvolveram a prótese receberam apoio do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A técnica para criação da prótese é chamada de fotogrametria. Com uma série de fotos tiradas de ângulos diferentes e uso de um software livre, os pesquisadores conseguiram desenvolver uma malha digital da face do paciente. O formato da prótese é calculado com base no lado oposto do rosto. Após os testes de encaixe, é feita a impressão da estrutura, que é adaptada e pigmentada para ser usada no paciente.

Segundo o artista gráfico Cícero Moraes, que participou do projeto, a novidade dessa técnica é a captação de detalhes do rosto como marcas de expressão e o uso de equipamentos mais simples, como um smartphone, para tirar as fotografias. Para ele, a participação do CTI Renato Archer foi fundamental para o sucesso do projeto.

"O CTI não se resume só à impressão 3D. Lá, existe uma série de especialistas em digitalização e modelagem na área de saúde que nos deram apoio para o desenvolvimento dessa técnica e nas impressões iniciais. O CTI foi um coautor dessa metodologia", relata.

Os estudos que levaram à criação da prótese começaram em 2015, como parte do mestrado do pesquisador Rodrigo Salazar, da Universidade Paulista (Unip). O projeto também contou com a colaboração da especialista Rose Mary Seelaus, da Universidade de Illinois, Chicago, que estuda próteses faciais para humanos há 20 anos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTIC

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