Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2017 > 02 > Plantas da Caatinga são usadas no combate ao Aedes

Ciência e Tecnologia

Plantas da Caatinga são usadas no combate ao Aedes

Pesquisa Científica

Cheiro característico da folha de umburana cambão possui propriedades inseticidas estudadas por órgãos de pesquisa
por Portal Brasil publicado: 14/02/2017 16h09 última modificação: 14/02/2017 16h29

A Caatinga é um bioma que só é encontrado no Brasil. Por isso, inúmeras espécies da fauna e da flora da região só existem no País. A umburama cambão, por exemplo, é uma das plantas da Caatinga que se revelou uma importante arma contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

Segundo o pesquisador Alexandre Gomes, do Insa, os experimentos da umburama cambão mostraram que a solução do óleo da planta tem uma eficiência de 50% a partir de 90 partes por milhão, o que significa que apenas uma gota é suficiente para proteger uma caixa d'água do Aedes. O cheiro característico da folha da árvore foi a pista para investigar as possíveis propriedades inseticidas da planta.

"Já sabemos que alguns compostos de plantas têm atividade inseticida. Esses compostos são chamados terpenoides e podem ser aromáticos voláteis. Um exemplo deles está na folha da pitanga, que, quando se amassa, tem um cheiro típico", explica Gomes.

Apesar do resultado satisfatório da umburana contra o mosquito da dengue, é fundamental não descuidar das recomendações para combater o Aedes aegypti como eliminar criadouros, esvaziando e lavando todos os recipientes que acumulem água; limpar as calhas das casas; e preencher pratos de vasos de plantas com areia. Nem mesmo água sanitária é garantia de que o mosquito não se desenvolverá.

Desde 2010, pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção da Caatinga do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) se uniram no esforço de estudar as plantas da Caatinga.

DSTs

Os cientistas ainda descobriram nas plantas da Caatinga potencial para o desenvolvimento de novos antibióticos para tratar micro-organismos mais resistentes. Os medicamentos usados contra a triconomose, doença sexualmente transmissível com 276 milhões de novos casos por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, estão perdendo a eficácia diante da resistência do protozoário Trichomonas vaginalis.

Uma solução, investigada por pesquisadores da UFRGS, é o extrato da espécie Polygala decumbens, popularmente conhecida como vick, que foi capaz de controlar a infecção causada pelo protozoário.

Substâncias encontradas no extrato da folha da maçaranduba (Manilkara rufula) também se mostraram eficazes contra a triconomose. O trabalho investigou a atividade do extrato acetônico da folha da planta (produzido a partir do pó da folha mergulhado na acetona, um solvente orgânico) e de sete frações produzidas a partir desse extrato. O estudo comprovou que concentrações de 10mg/mL do extrato e as frações foram capazes de matar os protozoários.

Antioxidantes naturais

Outras plantas têm o poder de neutralizar os oxidantes no organismo humano, como o cambuí, a macaúba e o pequi. Nativo do Cerrado e também encontrado na Caatinga, o pequi (Caryocar coriaceum) é rico em proteínas, fibras, vitaminas A e C, minerais e compostos fenólicos e carotenoides totais, que estão associados à prevenção de processos oxidativos.

Por isso, o óleo de pequi, extraído da sua polpa ou amêndoa, é aplicado em cosméticos, como cremes anti-idade. Além disso, foram verificados os benefícios do pequi para a ação anti-inflamatória, proteção cardiovascular, prevenção de aterosclerose e redução da pressão arterial.

Os pesquisadores também observaram propriedades antioxidantes no cambuí (Myrciaria tenella) e no fruto da macaúba (Acrocomia aculeata), palmeira nativa encontrada em extensa área do Brasil, usada na produção de biocombustível.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Psicultura cresce no Brasil com apoio da Embrapa
Produção de peixes no Brasil cresce a cada ano, a partir de tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Internet 4G cresceu 120% em um ano no Brasil
Esse tipo de conexão é mais rápida e hoje já cobre quase 1700 cidades. Até o fim deste ano, a 4G deve chegar a todos os municípios com mais de 30 mil habitantes
Brasil lança primeiro satélite geoestacionário
Projeto será utilizado para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga
Produção de peixes no Brasil cresce a cada ano, a partir de tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Psicultura cresce no Brasil com apoio da Embrapa
Esse tipo de conexão é mais rápida e hoje já cobre quase 1700 cidades. Até o fim deste ano, a 4G deve chegar a todos os municípios com mais de 30 mil habitantes
Internet 4G cresceu 120% em um ano no Brasil
Projeto será utilizado para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga
Brasil lança primeiro satélite geoestacionário

Últimas imagens

Migração é reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013
Migração é reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013
Arquivo/Agência Brasil
Celina turchi afirma que há necessidade de esforço contínuo por parte da comunidade científica brasileira.
Celina turchi afirma que há necessidade de esforço contínuo por parte da comunidade científica brasileira.
Divulgação/MCTIC
Revista foi criada pelo epidemiologista Oswald Cruz
Revista foi criada pelo epidemiologista Oswald Cruz
Arquivo/Agência Brasil
Transferência começa nesta quinta-feira (15)
Transferência começa nesta quinta-feira (15)
Ascom/MCTIC
A planta do parque tecnológico prevê a construção de quatro blocos principais e estruturas auxiliares
A planta do parque tecnológico prevê a construção de quatro blocos principais e estruturas auxiliares
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Governo digital