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Economia e Emprego

Com melhora da economia, risco-país é o menor desde 2014

Otimismo

Processo de retomada do crescimento também resultou na queda no dólar e na alta da bolsa de valores
por Portal Brasil publicado: 08/08/2017 12h40 última modificação: 08/08/2017 15h55
Arquivo: EBC Segundo especialistas, impactos na bolsa e no dólar refletem otimismo com os rumos da economia

Segundo especialistas, impactos na bolsa e no dólar refletem otimismo com os rumos da economia

Considerado uma espécie de seguro contra o risco de calote por parte de um País, o risco-país caiu ao menor nível desde dezembro de 2014 e chegou a 194,8 pontos. Medido pelo Credit Default Swap (CDS), o resultado do indicador reflete um maior otimismo dos investidores com a economia brasileira.

“Com o andamento de um quadro menos conturbado, a manutenção da equipe econômica e as medidas econômicas que o mercado julga como positivos têm favorecido a melhora do preço dos ativos brasileiros”, afirmou o economista-chefe do banco Haitong, Jankiel Santos.

Para ele, uma melhora geral no quadro da economia, tanto no âmbito doméstico quanto no externo, vem se refletindo nos indicadores econômicos.

Não foi apenas o CDS que passou a refletir uma perspectiva mais positiva para a economia. Na manhã desta terça-feira (8),  a bolsa de valores chegou a superar os 68 mil pontos e o dólar atingiu a mínima de R$ 3,12, sinalizando o bom humor dos investidores.

Reformas

A avaliação dos analistas é que, nessas condições, as reformas econômicas tendem a avançar e contribuir para a consolidação da retomada do crescimento.

"O andamento que vimos nos últimos dias no noticiário é que a reforma (da Previdência Social) está mais encaminhada, voltou à pauta, e isso acaba deixando o mercado mais animado", concluiu Santos.

Na visão do economista-chefe da agência de risco Austin Rating,  Alex Agostini, a movimentação do mercado é um reflexo da melhora do ambiente econômico mas, sobretudo, da expectativa de que as condições continuem melhorando daqui pra frente.

“Internamente alguns indicadores melhoraram, como a questão da inflação, do endividamento”, comentou. “(O risco) deve continuar caindo porque há a expectativa de queda dos juros e menor risco político”, afirmou.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ipea

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