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Economia e Emprego

Mulheres superam homens na criação de novos negócios

Empreendedorismo

Segundo pesquisa do Sebrae, mulheres correspondem a 15,4% entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência
por Portal Brasil publicado: 06/08/2017 13h38 última modificação: 11/10/2017 10h50
Arquivo/EBC Elas distribuíam-se nos setores de serviços domésticos, cabeleireiros ou tratamento de beleza, comércio varejista, catering e bufê

Elas distribuíam-se nos setores de serviços domésticos, cabeleireiros ou tratamento de beleza, comércio varejista, catering e bufê

As brasileiras estão à frente dos homens na criação de novos negócios. Em 2016, a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens.

As informações estão na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

Segundo a pesquisa, 48% das mulheres, frequentemente, empreendem mais por necessidade do que os homens. Entre eles, o percentual cai para 37%.

Empoderamento

O professor de empreendedorismo e inovação da Faculdade de Economia e Finanças Ibmec, Marcelo Minutti, vê como positiva a maior presença feminina nos negócios novos. Segundo ele, isso é resultado do empoderamento das mulheres.

“A gente percebe, nos últimos anos, uma tendência forte para a mulher empreender. Inclusive, esses percentuais de crescimento atual resultam de uma defasagem muito grande [da presença delas nos negócios anteriormente]. Isso estava represado. Como esse empoderamento tem ganhado força apenas nos últimos anos, isso reflete, porque os negócios são mais novos também”, afirma.

Atividades

Segundo a pesquisa, em 2016, enquanto 49% das empreendedoras iniciais concentravam-se em quatro atividades, 50% dos homens estavam em nove segmentos.

Elas estão nos setores de serviços domésticos (13,5%), cabeleireiros ou tratamento de beleza (12,6%), comércio varejista de vestuário e acessórios (12,3%) e catering e bufê (10,3%).

Para Minutti, a própria formação cultural podem explicar a concentração das mulheres empreendedoras em áreas associadas ao universo feminino.

“Ela pode se concentrar no espaço onde há mais facilidade para ela. Há uma carga cultural também, referente a como o homem é criado e a como a mulher é criada. Tem que começar um trabalho de base, desde que as meninas estão lá na escola até chegar à idade de empreender”, defende.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

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Assunto(s): Economia, Finanças

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