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Cidadania e Justiça

Melhora na economia e aumento do consumo devem impulsionar vendas de fim de ano

Comércio

Grande influenciador do PIB no segundo trimestre, comércio deve se beneficiar de feriados de fim de ano em um contexto econômico mais positivo
publicado: 11/10/2017 14h55 última modificação: 12/10/2017 22h59

As melhores condições econômicas, com redução dos juros, da inflação e a recuperação do mercado de trabalho vêm impulsionando o consumo das famílias. Na sequência do avanço de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), que foi impactado por uma alta no consumo dos brasileiros, a expectativa é de que o comércio continue sua trajetória positiva com as festividades de fim de ano.

Nesta quarta-feira (11), o comércio varejista registrou uma alta de 3,6% em agosto, no quinto mês consecutivo de crescimento e no melhor resultado para o mês em quatro anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apontam para uma consolidação das expectativas de consumo às vésperas do Dia das Crianças.

Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam que o brasileiro está mais disposto a gastar no dia comemorativo, influenciados pela melhora no ambiente econômico. “As condições mais favoráveis do ambiente macroeconômico, com queda dos juros, menor inflação e ligeira redução do nível de endividamento das famílias, possibilitam uma recuperação no ímpeto do consumidor”, diz o levantamento.

Em média, cada pessoa deve gastar R$ 82,50 neste ano, mais que os R$ 78,60 apurados no ano passado, quando a economia ainda caminhava para um campo mais positivo. De acordo com o levantamento, o desejo de gastar no Dia das Crianças subiu 5 pontos, sendo que a economia deve se beneficiar com a entrada de  R$ 7,4 bilhões em circulação, segundo dados da Confederação Nacional do do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A mesma entidade aposta que essa será a primeira alta das vendas na data comemorativa depois de dois anos de queda, diante de uma melhora de uma série de indicadores importantes para o consumo.

Impulso nas contratações

Em um contexto de melhora nas perspectivas de emprego, com queda na taxa de desemprego e a criação de 163,4 mil vagas formais neste ano, a perspectiva é de que as contratações temporárias em função dos feriados de fim de ano, em especial do Natal, sigam em alta.

De acordo com a CNC, a volta do consumo e o crescimento da economia devem gerar a contratação de 73,1 mil empregos temporários no setor de comércio. Caso isso se confirme, será a primeira vez depois de dois anos que o comércio registra aumento no número de empregados nesse período do ano.

Até dezembro, conforme aponta a entidade, a expectativa é de que as vendas no período movimentem R$ 34,3 bilhões na economia, com o crescimento de 10% no setor comercial. 

Medidas de efeito

Neste ano, o setor de serviços – que engloba a área de comércio – foi extremamente beneficiado pela retomada da economia e por estímulos ao consumo.

Além de condições econômicas mais positivas que nos últimos anos, o consumo das famílias recebeu um incentivo diante do saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou mais de R$ 40 bilhões na economia brasileira.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do IBGE, FGV e CNC

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