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Rio 2016

Saiba como o Rio de Janeiro está se preparando para sediar a Olimpíada de 2016
por Portal Brasil publicado: 29/04/2012 18:00 última modificação: 09/11/2012 15:37
Divulgação Logo Rio 16

Logo Rio 16

Desde outubro de 2009, quando foi anunciado como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, o Rio de Janeiro (RJ) se prepara para receber atletas e visitantes no maior evento esportivo do planeta, a ser realizado pela primeira vez na América do Sul.

A cidade passará por uma profunda transformação urbana e social: serão priorizadas as construções de vias expressas, túneis e moradia, linhas de BRT (sigla para Bus Rapid Transit,   corredor exclusivo de ônibus) e revitalização da zona portuária.

Graças às realizações, em anos anteriores, dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos (2007), Jogos Mundiais Militares (2011) e também da Copa do Mundo de 2014, a cidade não terá de sair do zero para ser o centro do mundo esportivo em agosto de 2016. Na Vila Olímpica e Paralímpica, por exemplo, apenas 26% das instalações precisarão ser construídas.

Confira a seguir como o Rio de Janeiro está se preparando para sediar a Olimpíada de 2016.

Vilas

Os Jogos Olímpicos de 2016 contarão com duas vilas para hospedar esportistas e profissionais da mídia que trabalharão no Rio de Janeiro.

A Vila Olímpica e Paralímpica começa a ser construída em 2012 e tem entrega prevista para 2015, um ano antes dos jogos. Serão 48 prédios de 12 andares com capacidade de acomodação total de 17.700 pessoas. O terreno da futura moradia dos atletas está próximo do Parque Olímpico, o principal local de competições.

O Parque dos Atletas, no bairro do Recreio, abrigará além da Vila Olímpica e Paralímpica,  uma área de lazer para os esportistas. Aliás, esta foi a primeira instalação com a grife Rio-2016 já entregue e disponível para uso da população antes mesmo de se tornar um legado dos Jogos. Desde março de 2012 os cariocas podem utilizar o espaço para práticas esportivas.

Além da Vila Olímpica e Paralímpica, profissionais de mídia e os árbitros que participarão do evento também contarão com suas respectivas vilas. Localizadas na zona portuária do Rio de Janeiro (área que será revitalizada com os Jogos), a Vila de Mídia e a Vila de Árbitros totalizarão 1.800 apartamentos divididos pelos novos 16 prédios erguidos. Depois da Olimpíada, as unidades serão vendidas para servidores públicos municipais.

Outras duas vilas serão construídas para a realização dos Jogos e, posteriormente, terão como destino a população carioca. A Vila Verde, no bairro de Deodoro (uma das quatro zonas que receberão os Jogos), irá abrigar oficiais técnicos e pessoal de apoio aos patrocinadores.  A Vila Maracanã, no bairro homônimo (e também uma das zonas de disputa) será destinada aos técnicos oficiais dos jogos.

Transportes

O Rio de Janeiro sediará não somente as Olimpíadas de 2016, mas também a Copa do Mundo de 2014. A magnitude e importância destes eventos mostraram a necessidade de uma reestruturação no transporte coletivo municipal. As competições serão realizadas em quatro regiões (Copacabana, Maracanã, Barra da Tijuca e Deodoro), e as obras interligarão e facilitarão o deslocamento de atletas, turistas e moradores. Conheça as principais:

Transoeste: Corredor expresso para ônibus que, com nove pontos de integração a outros meios de transporte, deverá beneficiar até 220 mil passageiros por dia. A via ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, terá 56 km de extensão e 53 estações de BRT. Ao todo, a obra reformará 255 mil metros quadrados de asfalto, implantará outros 522 mil metros quadrados, e instalará 3.650 novos pontos de luz. A expectativa é que as obras sejam entregues em 2012, reduzindo o tempo médio de viagem pelos bairros pela metade.

Transcarioca: Integrada ao BRT Transoeste, metrôs e terminais rodoviários, a Transcarioca é um corredor expresso que vai conectar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Serão 41 km de extensão, 46 de estações de BRT e 13 bairros interligados. A obra, que tem previsão de entrega para 2014, prevê uma redução de até 60% no tempo do trajeto, beneficiando 400 mil pessoas.

Transolímpica: Considerada a maior obra do Rio de Janeiro nos últimos 30 anos, esta via de 26 km encurtará o deslocamento dos atletas entre as instalações dos Jogos Olímpicos de 2016, ligando o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro. A linha de BRT Transolímpica, diferentemente da Transoeste e Transcarioca, também será utilizada por carros e não terá cruzamentos ou sinais. Além de beneficiar o transporte de 400 mil pessoas, a via promoverá a urbanização em todo seu entorno. Pedestres poderão contar com travessia prioritária, calçadas largas, ciclovias e bicicletários nas estações. 

Porto Maravilha
Um dos destaques do projeto olímpico carioca é a revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro. Além das Vila de Mídia (destinada à imprensa escrita e também ás emissoras detentoras do direito de transmissão) e dos Árbitros, o local contará com outros instalações como Centro de Mídia Não Credenciada, Centro Principal de Operações (MOC), Centro Operacional de Tecnologia (TOC), Centro de Distribuição de Uniformes (UAC) e Centro Principal de Credenciamento (MAC).

Dentro do projeto de revitalização estão incluídas também a criação de espaços de cultura, educação e entretenimento, além da demolição de parte de um trecho da via elevada Perimetral, a  construção de 4km de túneis e viadutos,a  reurbanização de ruas e implantação de redes de serviços como água, esgoto, telefone e gás.

Equipamentos olímpicos

A cidade do Rio de Janeiro será dividida em quatro zonas que irão receber as competições das 28 modalidades olímpicas: Barra de Tijuca, Maracanã, Copacabana e Deodoro. Outras quatro cidades (Belo Horizonte, Brasília, Salvador e São Paulo) servirão como apoio para a disputa do futebol olímpico.

Ao todo são 34 instalações olímpicas: 18 já estão prontas, nove ficarão de legado para os habitantes e as outras sete serão temporárias, construídas, usadas e desmontadas após os Jogos de 2016.

A Barra da Tijuca receberá a maioria das instalações. É lá que ficará o Parque Olímpico do Rio, o principal local de disputas e casa de 20 esportes olímpicos. A Arena Olímpica, o Centro Aquático Maria Lenk e o Velódromo Olímpico, construídos para os Jogos Pan-Americanos de 2007, serão reaproveitadas. O Riocentro, o principal centro de exposições e convenções da cidade, terá alguns de seus pavilhões adaptados para a disputa de esportes como boxe, tênis de mesa, badminton, halterofilismo e levantamento de peso.

No Parque Olímpico ficará o principal legado esportivo dos Jogos de 2016: o Centro Olímpico de Treinamento (COT). Depois da cerimônia de encerramento da Paralimpíada, a estrutura dos quatro halls construídos para receber as disputas de basquete, rugby em cadeira de rodas, judô, taekwondo, bocha (paraolímpica), lutas, vôlei sentado, handbol e goalball paraolímpico se juntará ao Estádio Olímpico de Desportos Aquáticos, aos Centros Olímpicos de Tênis e Hóquei,  ao Centro Aquático Maria Lenk e ao Velódromo Olímpico para formar a área de 40 mil m² de espaço coberto que terá como principal função formar e desenvolver os nossos atletas.

A segunda zona de disputa será o Maracanã. Nesta região serão utilizados equipamentos já prontos e que passarão por reformas para se adequar aos Jogos. Além do estádio homônimo, palco das cerimônias de abertura , de encerramento e do futebol, a região contará com o Estádio João Havelange (atletismo), o Ginásio do Maracanãzinho (vôlei), o Sambódromo (tiro com arco e maratona) e o Estádio São Januário (futebol de 7).

Os esportes de praia serão disputados em Copacabana. O vôlei de praia, por exemplo, terá uma arena construída temporariamente no cartão postal da cidade para a sua disputa. A maratona aquática terá sua largada no Forte de Copacabana. Próximo à região fica a Lagoa Rodrigo de Freitas,que  receberá investimentos temporários e permanentes (como reformas e melhorias na lagoa) para ser a instalação do remo e da canoagem.  Compõem esta zona de disputa a Marina da Glória (vela) e o Parque do Flamengo (atletismo e ciclismo).

A Região de Deodoro receberá sete esportes olímpicos. Assim como no Parque Olímpico, as instalações erguidas ou reformadas da região, como a Arena Deodoro, o Centro Nacional de Hipismo e o Centro Nacional de Tiro e o  Parque de Pentatlo Moderno formarão o Centro Olímpico de Treinamento local. Além desses espaços, Deodoro será local também do Parque Radical, o núcleo de esportes radicais olímpicos. O fato de a região contar com uma grande quantidade de jovens foi decisivo para que o bairro se tornasse sede do Centro Olímpico de BMX, o Parque Olímpico de Mountain Bike e o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom. Após os jogos essas instalações ficarão como legado para uso dos habitantes locais.

Para saber mais sobre orçamentos e cronogramas visite a capa especial do Rio-2016 do Portal da Transparência

Fontes:
Transparência Olímpica
Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 
Cidade Olímpica 







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