Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2009 > 11 > Informe-se sobre o processo de doação de órgãos e tecidos

Saúde

Informe-se sobre o processo de doação de órgãos e tecidos

Transplantes

Índice de transplantes realizados no País cresce na medida em que aumentam os números de doadores
por Portal Brasil publicado: 31/10/2009 22h15 última modificação: 30/06/2014 15h36
Piotr Bizior/SXC Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Caberá aos familiares autorizar a retirada dos órgãos

Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Caberá aos familiares autorizar a retirada dos órgãos

O número de doadores de órgãos no Brasil cresce cada dia e, com ele, o índice de transplantes realizados no país. Atualmente, o programa público nacional de transplantes de órgãos e tecidos é um dos maiores do mundo. Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada, após a constatação da morte encefálica. Neste quadro, não há mais funções vitais e a parada cardíaca é inevitável.

Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem ajuda de aparelhos. O processo de retirada dos órgãos pode ser acompanhado por um médico de confiança da família. É fundamental que os órgãos sejam aproveitados enquanto há circulação sanguínea para irrigá-los. Mas se o coração parar, somente as córneas poderão ser aproveitadas.

Quando um doador efetivo é reconhecido, as centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde são comunicadas. Apenas elas têm acesso aos cadastros técnicos de pessoas que estão na fila. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade com o doador. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a ser beneficiado. As centrais controlam todo o processo, coibindo o comércio ilegal de órgãos.

A doação é regida pela Lei nº 9.434/97. É ela quem define, por exemplo, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode ser realizada se precedida de diagnóstico de morte cerebral constatada por dois médicos e sob autorização de cônjuge ou parente.

Para ser doador é preciso:

• Ter identificação e registro hospitalar;

• Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;

• Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;

• Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;

• Submeter o paciente a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sangüíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral;

• Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.

Observação: Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.

Quais órgãos podem ser doados?

• Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);

• Pulmões (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);

• Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);

• Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);

• Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);

• Valvas Cardíacas

Quais tecidos podem ser doados?

• Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);

• Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);

• Pele (retirada do doador até seis horas depois da parada cardíaca);

• Cartilagem (retirada do doador até seis horas depois da parada cardíaca);

• Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);

• Sangue

Doadores vivos

A doação de órgãos também pode ser feita em vida para algum membro da família ou amigo, após avaliação clínica da pessoa. Nesse caso, a compatibilidade sangüínea é primordial e não pode haver qualquer risco para o doador. Os órgãos e tecidos que podem ser retirados em vida são rim, pâncreas, parte do fígado, parte do pulmão, medula óssea e pele. 

Para doar é necessário:

• Ser um cidadão juridicamente capaz (maior de 18 anos ou menor de idade antecipado, com condições de saúde que não comprometam a manifestação válida da sua vontade);

• Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;

• Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;

• Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando;

• Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante

• Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.

Quem não pode doar?

• Pacientes portadores de doenças que comprometam o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;

• Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contra-indicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados;

• Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas;

• Pessoas com tumores malignos - com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero - e doenças degenerativas crônicas.

Fonte:
Ministério da Saúde

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Integração vai nortear serviços de saúde no Rio 2016
Ministro Arthur Chioro faz um balanço das atividades de preparação da pasta para o torneio esportivo
Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7%
Ministério da Saúde assume compromisso de reduzir em 95% os óbitos da doença até 2035
Número de mortes causadas pela dengue diminui 32%
Cerca de 340 municípios estão com risco de epidemia, de acordo com Mapa da Dengue do Ministério da Saúde
Ministro Arthur Chioro faz um balanço das atividades de preparação da pasta para o torneio esportivo
Integração vai nortear serviços de saúde no Rio 2016
Ministério da Saúde assume compromisso de reduzir em 95% os óbitos da doença até 2035
Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7%
Cerca de 340 municípios estão com risco de epidemia, de acordo com Mapa da Dengue do Ministério da Saúde
Número de mortes causadas pela dengue diminui 32%

Últimas imagens

Conheça os sintomas, como se transmite e a importância de se vacinar contra a doença
Conheça os sintomas, como se transmite e a importância de se vacinar contra a doença
Conheça os tipos de HPV que podem causar câncer e a importância de se vacinar contra o vírus
Conheça os tipos de HPV que podem causar câncer e a importância de se vacinar contra o vírus
Maioria dos médicos que se apresentou (1.896) optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residência médica
Maioria dos médicos que se apresentou (1.896) optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residência médica
Divulgação/Governo da Bahia
Por ser uma doença infecciosa, o diagnóstico torna-se ainda mais importante
Por ser uma doença infecciosa, o diagnóstico torna-se ainda mais importante
Divulgação/Governo de São Paulo
Doença é responsável por mais de 100 mil internações no SUS
Doença é responsável por mais de 100 mil internações no SUS
Divulgação/Ministério da Saúde

Governo digital