Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2013 > 10 > Campanha Outubro Rosa busca estimular detecção precoce do câncer de mama

Saúde

Campanha Outubro Rosa busca estimular detecção precoce do câncer de mama

Campanha de conscientização

Acesso do público prioritário à mamografia cresce 37% em dois anos
por Portal Brasil publicado: 01/10/2013 18h08 última modificação: 29/07/2014 09h17
Divulgação/Ministério da Saúde No Brasil, o câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres

No Brasil, o câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres

O ano de 2012 registrou crescimento de 37% na realização de mamografias na faixa prioritária – de 50 a 69 anos – em comparação com 2010, no Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos somaram 2,1 milhões no ano passado, contra 1,5 milhões em 2010. Se incluídas todas as faixas etárias, o número de exames realizados no último ano atingiu a marca de 4,4 milhões, representando um crescimento de 26% em relação a 2010.

Para estimular a detecção precoce do câncer de mama, o Ministério da Saúde dá início à campanha para conscientização das mulheres sobre o tema, reforçando as ações do movimento Outubro Rosa.

Outubro Rosa

O movimento popular Outubro Rosa é internacional. Em qualquer lugar do mundo, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos pela saúde feminina. Em Brasília, às 18h40 desta terça-feira (1º), o prédio do Ministério da Saúde e o Congresso Nacional serão iluminados com luzes cor-de-rosa. O câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil. O rosa simboliza alerta às mulheres para que façam o autoexame e, a partir dos 50 anos, a mamografia, diminuindo os riscos que aparecem nesta faixa etária. Para que mais mulheres possam fazer o exame, o Ministério da Saúde investiu, em 2012, R$ 92,3 milhões – um aumento de 17% em relação a 2011.

Assistência

Em 2011, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica no País. Atualmente, o SUS tem 277 serviços na assistência oncológica que atendem a 298 unidades hospitalares distribuídas nas 27 unidades da federação para a detecção e tratamento de câncer em todo País. Com o investimento do governo federal, mais de 3,6 milhões de sessões de radioterapia e quimioterapia foram feitas pelo SUS, com investimento de R$ 491,8 milhões. As cirurgias oncológicas também representam a preocupação com o combate à doença. No ano passado, foram investidos R$ 16,8 milhões.

Para agilizar o acompanhamento dos serviços oncológicos, o Ministério da Saúde criou o Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponível gratuitamente para as secretarias de saúde, permite o monitoramento do atendimento oncológico na rede pública por meio da inserção e processamento de dados, gerido pelo Ministério da Saúde. O sistema funciona em plataforma web e já tem a adesão dos 27 estados brasileiros, dos quais 17 já começaram a inserir os dados no sistema. O prazo para substituição dos demais sistemas pelo Siscan termina em janeiro de 2014. A cobertura das informações também se estenderá a todos os tipos de câncer. Até o momento, o sistema já recebeu mais de 104,3 mil requisições de exames, sendo 39,6 mil referentes a mamografias.

Para este ano, o Ministério da Saúde instituiu a centralização da compra do L-Asparaginase. Usado no tratamento de câncer, o medicamento era comprado pelos serviços do SUS habilitados em oncologia.  A medida foi tomada após a empresa brasileira que distribuía o medicamento comunicar ao governo federal a interrupção do fornecimento por parte de uma empresa estrangeira. A partir de 2015, o L-Asparaginase passa a ser produzido no Brasil por meio de parceria firmada em junho entre a Fiocruz e os laboratórios privados NT Pharma e Unitec Biotec. Assim, o país fica livre de ser surpreendido pela suspensão da oferta por uma empresa privada internacional sem atividades produtivas no País.

Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Lei 12.732/12, conhecida como Lei dos 60 dias, garante aos pacientes com câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário, no SUS. O prazo máximo vale para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia, conforme prescrição médica.

 

Fonte:

Ministério da Saúde 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Campanha de vacinação segue até 30 de setembro
Postos de saúde, escolas e praças receberam crianças e adolescentes para atualizar os cartões de vacinação
Hospital Universitário de Brasília está em obras para ampliar atendimento
HUB está com alas recém-reformadas, que estão melhorando o atendimento à população
Saúde do adolescente: o macarrão é considerado um alimento saudável?
Especialista em nutrição do Ministério da Saúde responde perguntas de adolescentes sobre alimentação
Postos de saúde, escolas e praças receberam crianças e adolescentes para atualizar os cartões de vacinação
Campanha de vacinação segue até 30 de setembro
HUB está com alas recém-reformadas, que estão melhorando o atendimento à população
Hospital Universitário de Brasília está em obras para ampliar atendimento
Especialista em nutrição do Ministério da Saúde responde perguntas de adolescentes sobre alimentação
Saúde do adolescente: o macarrão é considerado um alimento saudável?

Últimas imagens

Médicos que completam três anos de atuação no Mais Médicos serão substituídos por novos profissionais a partir de novembro
Médicos que completam três anos de atuação no Mais Médicos serão substituídos por novos profissionais a partir de novembro
Karina Zambrana/Ministério da Saúde
Até o início de julho, são mais de 40,6 mil unidades em funcionamento
Até o início de julho, são mais de 40,6 mil unidades em funcionamento
Divulgação/Prefeitura de Guaratuba (PR)
A ingestão de frutas esteve presente em 98,8%
A ingestão de frutas esteve presente em 98,8%
Arquivo/Agência Brasil
A Anvisa tem dado prioridade para análise de medicamentos novos
A Anvisa tem dado prioridade para análise de medicamentos novos
Marcos Santos/USP Imagens
Unidade prestará atendimento 24h por dia, com a realização de pequenas cirurgias, raio X e medicação
Unidade prestará atendimento 24h por dia, com a realização de pequenas cirurgias, raio X e medicação
Divulgação/Governo do Rio Grande do Sul

Governo digital