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Saúde

OMS: Brasil reduz mortalidade materna em 43% de 1990 a 2013

Saúde das mulheres

Organização também vê progressos em países como Peru, Bolívia, Honduras, República Dominicana, Barbados, Guatemala e Equador
por Portal Brasil publicado: 09/05/2014 14h36 última modificação: 30/07/2014 03h19
Agência Brasil/Tânia Rêgo Mais da metade das mortes maternas está associada a hemorragia ou a condições médicas preexistentes agravadas durante gestação

Mais da metade das mortes maternas está associada a hemorragia ou a condições médicas preexistentes agravadas durante gestação

Dois informes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o Brasil e mais dez países latino-americanos conquistaram avanços significativos na redução de mortes relacionadas à gravidez ou parto de 1990 a 2013. Mundialmente, taxas também estão em queda, embora doenças crônicas e outras condições médicas preexistentes ainda sejam um problema grave.

O Brasil reduziu sua taxa de mortes maternas em 43% desde a década de 90. Outros países mencionados pelo relatório são Peru (64%), Bolívia e Honduras (61% cada), República Dominicana (57%), Barbados (56%), Guatemala (49%), Equador (44%), Haiti (43%), El Salvador (39%) e Nicarágua (38%). A OMS alerta que, ainda assim, nenhum dos países da região tem condições de alcançar meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir 75% a taxa mortalidade materna até 2015.

“Juntos, esses dois relatórios destacam a necessidade de investimentos em soluções comprovadas para a saúde feminina, como o cuidado de qualidade durante a gravidez e o parto e uma atenção redobrada para grávidas com problemas médicos preexistentes”, disse Flavia Bustreo, diretora-geral assistente do programa da OMS sobre a Saúde das Crianças, Mulheres e da Família.

O progresso, no entanto, não diminui o peso das 9,3 mil mulheres latino-americanas e caribenhas que morreram em 2013 por causas relacionadas à gravidez – em 1990, foram mais de 17 mil mortes.

“Temos salvado a vida de muitas mães pelas Américas, e estamos bastante satisfeitos com isso”, disse Suzanne Serruya, diretora de centro regional de saúde obstetrícia da OMS. “Mas o número de mortes no ano passado continua inaceitável, e significa que teremos um grande desafio em reduzir essas cifras ainda mais.”

No cenário mundial, o relatório estima 289 mil mortes maternas pelas mesmas complicações em 2013 – uma queda de 45% se comparado aos 523 mil óbitos em 1990. Considerando-se o 5º ODM, apenas onze países já conquistaram a meta de 75% de redução – seis na Ásia, quatro na África e um na Europa (Romênia).

Apesar disso, as disparidades regionais continuam extremas. “Uma garota de 15 anos na África subsaariana têm uma chance em 40 de morrer devido à gravidez ou ao parto em algum ponto de sua vida, enquanto a mesma garota vivendo na Europa tem uma chance em 3,3 mil”, disse Geeta Rao Gupta, vice-diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Causas da morte materna

Adicionalmente, o segundo relatório da OMS, com foco nas causas globais das mortes maternas, destaca o impacto que condições médicas preexistentes – como diabetes, aids, malária e obesidade – têm sobre a saúde da gravidez, sendo responsáveis por 28% das mortes deste tipo no mundo. Esta proporção é similar a das mortes por hemorragias graves durante gravidez ou parto, que isoladamente é a principal causa  da morte materna no mundo.

Entre mais de 60 mil disfunções maternas em 115 países, as causas de morte materna estão distribuídas da seguinte forma:

  • hemorragia grave (especialmente durante e depois do parto): 27%
  • hipertensão na gestação: 14%
  • infecções: 11%
  • parto obstruído e outras causas diretas: 9%
  • complicações de abortos: 8%
  • coágulos sanguíneos (embolias): 3%

Fonte:

Organização das Nações Unidas

ONU Brasil

Secretaria de Políticas para as Mulheres

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